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Greve: funcionários da Prefeitura de Belo Horizonte podem iniciar paralisação nesta terça-feira (21)

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Rodrigo Clemente / PBH

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Os funcionários da Prefeitura de Belo Horizonte podem iniciar uma paralisação, por tempo indeterminado, nesta terça-feira (21). A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Belo Horizonte (Sindibel). A expectativa é de que mil funcionários públicos, de diferentes áreas, paralisem as suas atividades.

De acordo com a coordenadora de organização sindical, Ilda Alexandrina, os servidores da PBH reivindicam ajuste salarial mais alto. “A proposta de reajuste não atende toda a categoria. Foi oferecido um aumento de 5,92%, pago em duas parcelas. A primeira, de 2,91%, na folha de agosto, e a outra parcela em dezembro de 2024. A paralisação irá abranger os servidores públicos de todas as áreas, inclusive da saúde e da educação”.

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Ilda informou ainda que uma assembleia geral dos servidores está marcada para esta terça-feira, às 9h, na Praça Afonso Arinos, Região Centro-Sul da capital mineira.

Posicionamento da Prefeitura

A Prefeitura de Belo Horizonte informou através de nota que respeita o direito à livre manifestação dos servidores, mas lamenta a decisão da greve. “Desde 2017, o Município vem dialogando com as categorias, tendo realizado mais de 500 reuniões com entidades representativas dos servidores. Foram muitos avanços desse período até aqui, resultando em uma média de reajuste salarial acumulado de 33,30%, para além dos debates específicos das carreiras em que foram promovidos ganhos reais no vencimento”.

Ainda de acordo com a nota oficial, a PBH completa: “Em relação às negociações, a Prefeitura antecipou a proposta para 2024 em razão das limitações impostas para o período eleitoral, apresentando um índice de reajuste de 5,92% para o próximo ano. O percentual recompõe a inflação de 2023 e inclui mais um saldo de 1,82%. A proposta representa o limite orçamentário do Município, visto que as despesas da folha de pessoal crescerão o dobro das receitas previstas para o próximo ano. Para 2024, o crescimento vegetativo da folha (quinquênios, progressões e outros) somado às novas nomeações trarão um acréscimo de R$ 700 milhões à folha de pagamento.

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Vale ressaltar que a paralisação irá abranger os servidores públicos de todas as áreas, de acordo com a Sindibel, incluindo trabalhadores da saúde e da educação. A paralisação deverá ser por tempo indeterminado.

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