Em meio a debates sobre o fim da escala 6 por 1 e o projeto tramitando no Congresso Nacional, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG) se posicionou contrária às mudanças no regime.
Segundo a gerente jurídica da FAEMG, Mariana Maia, o trabalho no campo não segue o relógio e o calendário da cidade, e não seria possível adequar ao modelo. Mariana afirma que atividades do agro demandam ações diárias que não comportam a mudança para um modelo diferente.
Em um estudo, a entidade afirma que a mudança na escala de trabalho “pode se revelar incompatível com as peculiaridades do trabalho rural”.
A gerente jurídica afirma que, no fim, o reflexo pode ser um aumento no preço dos produtos em supermercados e sacolões. Mariana Maia diz que é preciso uma “análise técnica aprofundada” para evitar “soluções generalizadas” com impactos negativos sobre emprego e produtividade.
A gerente jurídica da Federação ainda completou explicando que cada atividade dentro do agronegócio tem sua diferença e, por isso, cada produtor vai sentir o impacto de uma forma diferente.
“Na pecuária leiteira, só para exemplificar algumas de nossas cadeias, a gente tem que fazer a ordenha todos os dias, inclusive nos finais de semana — podendo chegar a até três vezes ao dia. Então, se essa rotina é interrompida, não há apenas uma perda da nossa produtividade, mas também um risco ao bem-estar animal.”
Via documento oficial, a FAEMG orienta os sindicatos e prefeitos a procurarem os deputados e senadores para melhorar o diálogo acerca da proposta.
*Estagiário sob coordenação de João Henrique do Vale
