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OAB vai abrir comissão para acompanhar casos de agressões contra jornalistas

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Déborah Lima/Rede 98

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O Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais se reuniu, na manhã desta terça-feira (10), com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para entregar documento com o relato dos profissionais que sofreram agressões físicas praticadas na semana passada em protestos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro na Avenida Raja Gabaglia, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

O documento foi entregue ao presidente da entidade em Minas, Sérgio Leonardo, e ao diretor de Inclusão da Instituição, William Santos.

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“Entre as nossas missões institucionais, temos a defesa do Estado Democrático de Direito e para isso é fundamental o acesso à informação, que se dá através do trabalho livre da imprensa, afirmou Sérgio. Durante a reunião, o presidente confirmou que a OAB vai emitir nota de manifestação em apoio aos jornalistas, criar uma comissão para acompanhar os casos e ainda sugeriu um congresso sobre liberdade de imprensa em Minas.

O presidente da entidade ainda comparou a situação no Brasil com guerras internacionais. “No trabalho de jornalistas cobrindo guerras, sempre que os profissionais se identificam enquanto imprensa, com o colete, há o respeito aos trabalhadores. Nenhum dos lados da guerra agride esses profissionais para que eles possam fazer a cobertura e noticiar os fatos para informação da sociedade. Hoje, no Brasil, a gente vive um momento em que a imprensa, se identificada, é agredida, impedida de trabalhar”, afirmou.

Lina Rocha, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, reforçou que será entregue a representação no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para reforçar o pedido no intuito de abertura de um inquérito. “O sindicato reforça que estamos centrados em descobrir e coibir todos esses tipos de agressões que todos os colegas estão sofrendo”, afirmou.

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Agressões

Na última quinta-feira (5), um fotógrafo do jornal Hoje em Dia foi agredido por apoiadores do ex-presidente enquanto registrava o movimento do acampamento em frente ao Comando da 4ª Região Militar.

No dia seguinte, profissionais da Rede 98, Band Minas e do jornal O Tempo foram atacados pelos militantes durante a cobertura da retirada do acampamento no local pela Guarda Municipal de BH.

Em Brasília, pelo menos 12 profissionais da imprensa que participaram da cobertura da invasão aos prédios dos Três Poderes foram vítimas de violência no domingo (8). Além de agressões físicas, os profissionais foram ameaçados e tiveram equipamentos de trabalho subtraídos ou avariados.

Polícia Civil

Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que há dois inquéritos policiais em curso na Delegacia de Polícia Civil Sul, área onde ocorreram os fatos na sexta-feira (6), e as investigações seguem em andamento apurando os fatos.

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