O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação de um investigador da Polícia Civil de Minas Gerais por envolvimento em um esquema ligado à exploração de caça-níqueis na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O policial foi sentenciado pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva, com pena fixada em oito anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado.
À época dos fatos, o réu era lotado na 4ª Delegacia de Polícia Civil (Leste), em Belo Horizonte. A acusação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial de Nova Lima.
Propina para proteger máquinas
Segundo as investigações, o investigador exercia papel relevante na estrutura criminosa ao receber propina do líder do grupo para não apreender máquinas de caça-níqueis. Além disso, participava de reuniões com outros policiais e recebia valores indevidos para realizar operações seletivas, direcionadas à apreensão de equipamentos pertencentes a grupos concorrentes.
O Ministério Público apontou ainda que o policial utilizava o cargo público para repassar informações privilegiadas ao chefe da organização, favorecendo a manutenção do esquema ilegal.
Desdobramento da operação
A condenação é resultado da Operação Hexagrama, deflagrada em 2020 para apurar a atuação de uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na Grande BH.
A investigação, realizada em três fases, contou com apoio do Batalhão Rotam e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Minas Gerais, além do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
