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Renê da Silva diz ter sido ameaçado por bicheiro e nega ter confessado assassinato de gari

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Renê optou por não responder às perguntas das partes, mas apresentou um relato próprio sobre sua vida e sobre o dia do crime (Reprodução/Redes sociais)

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O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior prestou depoimento nessa quarta-feira (26/11) em audiência de instrução realizada no 1º Tribunal do Júri Sumariante, no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte. Acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes durante uma discussão no trânsito, em 11 de agosto, no bairro Vista Alegre, Renê optou por não responder às perguntas das partes, mas apresentou um relato próprio sobre sua vida e sobre o dia do crime.

Durante o interrogatório, o réu afirmou que viveu isolado por muitos anos devido à doença de um irmão e confirmou a autenticidade dos diplomas e certificados anexados por sua defesa, documentos apresentados para contestar questionamentos da imprensa sobre sua formação acadêmica. Ele voltou a dizer que foi “julgado pela mídia” e reclamou de comparações com um “empresário da Shopee”.

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Renê afirmou ainda que, no dia dos fatos, estava armado porque havia recebido ameaças de um antigo sócio ligado ao jogo do bicho. Segundo ele, essa situação foi registrada em um boletim de ocorrência.

O empresário relatou que ficou cerca de 30 minutos parado no trânsito para sair do bairro onde mora e disse que “teve oportunidade de atirar em outras pessoas, mas não o fez”, reforçando que “jamais atiraria em alguém por estar parado no trânsito”.

Apesar das declarações, o réu não respondeu diretamente se efetuou ou não o disparo que matou o gari Laudemir. Ele também negou ter confessado o crime na delegacia, afirmando que foi pressionado e ameaçado pelos policiais responsáveis pelo caso.

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Segundo ele, agentes disseram que poderiam prejudicar sua esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, se ele não seguisse as instruções dadas no interrogatório. Renê disse ainda acreditar que está sendo perseguido e afirmou não saber se seu casamento resistirá aos desdobramentos do caso.

Audiências de instrução

A primeira etapa da audiência ocorreu na terça-feira (25/11), às 9h, com a oitiva de oito testemunhas de acusação. Na quarta, seis testemunhas de defesa foram ouvidas antes do interrogatório de Renê. Não há previsão para a conclusão da fase de instrução.

Durante o processo, a juíza Ana Carolina Rauen indeferiu o pedido para que Liliane França da Silva, viúva de Laudemir, atuasse como assistente de acusação, por falta de comprovação formal da alegada união estável.

A defesa do empresário anexou ao processo uma série de diplomas e cursos, incluindo documentos da Estácio de Sá, USP, Fundação Dom Cabral, Harvard Business Review Brasil e Ambev, em resposta a reportagens que contestavam sua formação.

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Renê foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma e ameaça. Caso seja condenado, pode pegar até 35 anos de prisão.

Relembre o caso

O crime ocorreu em 11 de agosto. Durante uma discussão de trânsito no bairro Vista Alegre, o empresário disparou a arma que matou o gari Laudemir de Souza Fernandes. Renê foi preso preventivamente e, à época, confessou ter usado a arma da esposa, que também foi indiciada por emprestar o armamento.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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