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Hospital da Baleia acompanha mais de 8 mil pacientes com fissura labiopalatina em MG

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Igor Teixeira

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O Centrare atua na correção da malformação congênita que afeta funções vitais como fala, mastigação e respiração. (Foto: Divulgação/Hospital da Baleia)

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O Hospital da Baleia, em Belo Horizonte, acompanha atualmente cerca de 8 mil pacientes com fissura labiopalatina em Minas Gerais. O atendimento é realizado pelo Centro de Tratamento e Reabilitação de Fissura Labiopalatal e Deformidade Craniofacial (Centrare), referência no estado para o tratamento da malformação congênita, que pode comprometer funções como respiração, alimentação e fala.

O serviço atende crianças desde o nascimento até a vida adulta por meio de uma equipe multidisciplinar formada por especialistas de diferentes áreas, oferecendo acompanhamento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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Tratamento envolve diversas especialidades

A fissura labiopalatina é uma malformação congênita caracterizada por uma abertura no lábio, no céu da boca ou em ambas as regiões. Segundo o cirurgião plástico do Hospital da Baleia, Bruno Meilman, o tratamento vai além da correção estética.

“A fissura labiopalatina envolve não só a forma da face, como a função de diversas estruturas. Por isso, o tratamento precisa ser multidisciplinar, com acompanhamento desde pediatra até equipe de cirurgia plástica e otorrinolaringologia”, explica.

Além da cirurgia, o tratamento inclui acompanhamento com fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, geneticistas, ortodontistas, cirurgiões bucomaxilofaciais, assistentes sociais, enfermeiros e outros profissionais.

A atuação da fonoaudiologia é considerada fundamental. Em muitos casos, a fissura faz com que o ar escape pelo nariz durante a fala, dificultando a pronúncia das palavras.

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“O acompanhamento é feito desde a gestação da criança até a vida adulta. Além das questões funcionais e estéticas, são tratados aspectos psicológicos, como a autoestima, e também exercícios para melhora da respiração e dicção do paciente”, afirma o médico.

Cirurgias começam ainda no primeiro ano de vida

O tratamento varia conforme o tipo de fissura.

Nos casos de fissura labial, a cirurgia costuma ser realizada por volta dos seis meses de idade. Já as crianças com fissura de palato normalmente passam pelo procedimento aos 18 meses.

Quando a malformação envolve tanto o lábio quanto o palato, o tratamento ocorre em etapas, com a correção do lábio primeiro e, posteriormente, da abertura no céu da boca.

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Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

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