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Zema critica suspensão das obras da alça de acesso ao Belvedere

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Zema foi recebido nesta sexta-feira na Câmara de BH. (Créditos: Rafaella Ribeiro/CMBH)

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O governador Romeu Zema foi recebido nesta sexta-feira (11/4) na Câmara Municipal de Belo Horizonte, e afirmou que a suspensão das obras da alça viária no trevo de acesso à BR-356 no bairro Belvedere, na região Centro-Sul da capital mineira, é um problema que afeta o fluxo de entrada e saída da população em BH e Nova Lima.

“A falta de uma solução para o problema atrapalha o desenvolvimento das duas cidades”, disse o governador. Zema foi recebido pela presidente em exercício, vereadora Fernanda Altoé (Novo), que comentou sobre uma moradora de Santa Luzia que trabalha na região e demora cerca de quatro horas de ônibus para chegar ao emprego. “O trânsito interfere na empregabilidade, porque muitas pessoas se negam a trabalhar ali por causa desse problema”, acrescentou.

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Na primeira semana de abril, as obras no trevo do Bairro Belvedere foram paralisadas pela Prefeitura de BH. A PBH tomou a decisão após uma polêmica envolvendo o corte de árvores, necessário para execução das melhorias. Ao todo, eram previstos quatro alterações no trecho, incluindo a construção de uma terceira faixa, entre a Lagoa Seca e a entrada do viaduto no sentido Belvedere e Raja Gabaglia.

A população local e o Instituto Estadual de Florestas pedem pela preservação da vegetação que abrange todo o entorno da praça da Lagoa Seca, enquanto os motoristas pedem a realização da obra.

Linha 2 do Metrô

Entre as pautas de mobilidade debatidas durante a reunião, estão as obras de construção da linha 2 do metrô, que irá ligar o Bairro de Nova Suíça ao Barreiro. Em março, moradores atingidos pelas obras montaram barracas na região da futura estação Amazonas, no Bairro Gameleira, para protestar contra as propostas feitas pela concessionária Metrô BH pela desapropriação de suas casas.

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Zema pediu ajuda dos parlamentares em relação às ocupações irregulares no local das obras. “Estamos vendo um movimento que joga pessoas na linha para caracterizar que existia ali uma ocupação prévia. Não se pode negar o benefício de um transporte público melhor para 2 milhões de pessoas por causa de 200 que invadiram”, falou. Fernanda afirmou que a Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços, presidida pelo vereador Bráulio Lara (Novo), acompanha o caso.

O próximo contrato do transporte coletivo de passageiros por ônibus, previsto para 2028, também entrou na pauta. A presidente em exercício lembrou que, no ano passado, foram repassados às empresas quase R$ 800 milhões em subsídios, sem que fosse realizada uma auditoria sobre o uso desses recursos.

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Marcelle Fernandes

Jornalista com foco em produção multimídia e passagem pela comunicação de empresas públicas, privadas e agências de comunicação. Atuou também com produção para jornais, revistas, sites, blogs e com marketing digital e gestão de conteúdo.

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