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Boletim Focus: Projeção da inflação cai para 5,15% enquanto Selic se mantém estável em 14%

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Mercado financeiro projeta taxa Selic em 14% ao ano em 2026 e aguarda a próxima reunião do Copom no início de agosto. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

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As expectativas do mercado financeiro para a inflação em 2026 mantêm a trajetória de queda observada nas últimas semanas. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20/7) pelo Banco Central (BC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 5,15%. Na semana passada, os analistas projetavam que o índice oficial de preços terminaria o período em 5,16%.

Para os anos seguintes, o relatório projeta uma inflação de 4,20% em 2027 e de 3,78% para 2028. Nos demais indicadores macroeconômicos, como Produto Interno Bruto (PIB), câmbio e taxa Selic, as projeções dos especialistas consultados pela autoridade monetária se mantiveram estáveis na comparação com os levantamentos anteriores.

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Projeções de crescimento para o PIB e cotação do dólar


Com relação ao PIB, as projeções do mercado financeiro continuam as mesmas há três semanas, indicando um crescimento de 1,99% na economia brasileira para 2026. Para o ano de 2027, o boletim Focus aponta uma expansão econômica de 1,65%. Por outro lado, a previsão para 2028 se fixou em um avanço de 2% na produção de bens e serviços.

As estimativas para o câmbio ao final de 2026 completaram cinco semanas de estabilidade na casa dos R$ 5,20. O mercado projeta que a moeda norte-americana encerre o ano de 2027 cotada a R$ 5,28, avançando para R$ 5,30 no término do ciclo de 2028. A manutenção reflete a calmaria momentânea nas projeções de risco externo.

Estabilidade na taxa Selic e impacto no crédito


A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 permaneceu em 14% ao ano pela quarta semana consecutiva. Como o Comitê de Política Monetária (Copom) mantém os juros atuais em 14,25%, as instituições financeiras projetam pelo menos um corte na taxa até dezembro. A cúpula do BC realiza a próxima reunião deliberativa nos dias 4 e 5 de agosto.

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A elevação da taxa de juros encarece os empréstimos e incentiva os cidadãos a aplicarem seus recursos em poupança ou investimentos de renda fixa. O aperto monetário dificulta a expansão imediata da economia, mas funciona como o principal instrumento do Banco Central para conter a disparada dos preços.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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