A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) fez um alerta aos motoristas sobre golpes que estão sendo aplicados usando o nome do sistema Free Flow, o pedágio eletrônico sem cancelas já adotado em rodovias federais. Criminosos se aproveitam da novidade para cobrar valores inexistentes e induzir usuários a fazer pagamentos indevidos ou repassar dados pessoais.
Atualmente, a BR-381 e a BR-262, em Minas Gerais, já contam com o sistema Free Flow autorizado pela ANTT, com cobrança feita por meio de pórticos eletrônicos, sem necessidade de parada dos veículos. A expansão do modelo, segundo a Agência, tem sido usada como pretexto para a aplicação de fraudes.
No Free Flow, o motorista passa normalmente pelo ponto de cobrança, sem parar ou reduzir a velocidade. Câmeras e sensores fazem a leitura da placa ou da TAG eletrônica, e a tarifa deve ser consultada e paga posteriormente, em até 30 dias, diretamente nos canais oficiais da concessionária responsável pela rodovia. A ANTT reforça que não envia boletos pelos Correios, não encaminha links por mensagem e não existe um site único para consulta de débitos.
Os golpes mais comuns acontecem por meio de sites falsos que simulam serviços de consulta de pedágio. Neles, o motorista informa dados do veículo e acaba recebendo uma cobrança inexistente, geralmente via Pix, com o valor direcionado aos criminosos. Em outros casos, boletos falsos são enviados por e-mail ou até para o endereço da vítima, com informações obtidas de forma irregular.
O que é o Free Flow
Conhecido como pedágio eletrônico em livre passagem, o Free Flow elimina praças físicas e cancelas. A cobrança é feita de forma automática e proporcional ao uso da rodovia, com a promessa de mais fluidez no trânsito, mais segurança e redução de congestionamentos.
Além das rodovias mineiras, o sistema também já foi implantado de forma experimental na BR-101 (Rio-Santos) e autorizado na Via Dutra (BR-116/SP), onde a tarifa passa a ser calculada conforme a distância efetivamente percorrida.
A orientação da ANTT é clara: antes de pagar qualquer cobrança relacionada ao Free Flow, o motorista deve conferir se está acessando o site oficial da concessionária do trecho utilizado e evitar clicar em links enviados por terceiros.
