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Anvisa determina apreensão de hormônio falsificado e remédio para câncer furtado

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A restrição envolve unidades falsificadas de hormônio de crescimento e de um medicamento para câncer nos olhos. (Foto: Divulgação)

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira (15/6) a apreensão de lotes de dois medicamentos identificados com problemas de procedência. A medida envolve unidades falsificadas do Criscy, hormônio de crescimento fabricado pela Cristália, e medicamentos Kimmtrak que teriam origem em uma carga roubada na Europa.

Segundo a agência reguladora, a decisão busca impedir a circulação dos produtos no mercado brasileiro e proteger os pacientes de possíveis riscos relacionados à falta de controle sobre armazenamento, transporte e qualidade dos medicamentos.

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Lote falsificado de hormônio de crescimento

De acordo com informações repassadas pela Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos, foram encontradas unidades suspeitas do medicamento Criscy identificadas com o lote 22030133.

A empresa informou que os produtos apresentavam inconsistências em relação ao medicamento original, incluindo divergências nas datas de fabricação e validade, além da utilização de um número de lote inexistente em seus registros.

Para a Anvisa, essas características confirmam a falsificação do produto, o que impede qualquer garantia sobre sua origem, composição e segurança para uso pelos pacientes.

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Medicamento contra câncer teria sido furtado

A segunda medida envolve o medicamento Kimmtrak, utilizado no tratamento do melanoma uveal metastático, um tipo raro de câncer que afeta os olhos.

Segundo a Medison Pharma Brasil, responsável pelo registro do medicamento no país, unidades identificadas com o lote 4A010AA27 encontradas em circulação são provenientes de uma carga furtada durante o transporte na Europa.

Por não haver controle sobre as condições de conservação e rastreabilidade após o crime, a empresa alertou para os riscos associados ao uso dessas unidades.

A Anvisa determinou a proibição imediata da comercialização, distribuição, importação e utilização dos lotes envolvidos em todo o território nacional.

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A orientação é para que estabelecimentos de saúde, distribuidores, farmácias e pacientes verifiquem a origem dos produtos e comuniquem às autoridades sanitárias qualquer suspeita relacionada aos medicamentos citados.

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Ludmila Souza

Graduada em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). É fotógrafa e amante de narrativas visuais.

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