Após a suspensão de cerca de 3,4 milhões de multas ligadas ao sistema Free Flow, motoristas que vão viajar no feriado de Corpus Christi precisam redobrar a atenção aos pedágios sem cancelas. A decisão do Conselho Nacional de Trânsito dá prazo até 16 de novembro para a regularização de débitos sem aplicação de multas e ocorre em meio à expansão do modelo, que já funciona em mais de 19 rodovias brasileiras.
Em Minas Gerais, o sistema já está em operação na BR-381, na BR-262, e na MG-459.
No Free Flow, a cobrança é feita por pórticos eletrônicos instalados ao longo das rodovias. Os veículos são identificados por uma tag de pagamento automático ou pela leitura da placa. Quem utiliza tag tem o valor debitado automaticamente durante a viagem. Já os motoristas sem o dispositivo precisam consultar os débitos nos canais digitais da concessionária responsável e fazer o pagamento dentro do prazo estabelecido.
A suspensão das multas foi adotada após dificuldades enfrentadas por motoristas para localizar cobranças e identificar qual concessionária administra cada trecho percorrido. O governo também determinou a integração dos sistemas de cobrança ao aplicativo CNH do Brasil, que deverá concentrar informações sobre passagens e valores pendentes em um único ambiente digital.
Ricardo Kaoru, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Pagamento Automático para Mobilidade, alerta que o crescimento do sistema exige informação antes da viagem.
“O Free Flow traz mais fluidez para as rodovias e permite que o motorista que já utiliza tag possa ir tranquilo, com a cobrança sendo feita automaticamente durante o percurso. Mas, como o sistema ainda está em expansão no Brasil, é importante que o motorista entenda como funciona a cobrança antes de pegar a estrada. Quem passa sem tag precisa ficar atento aos prazos para evitar multas. Com informação e planejamento, é possível viajar com mais tranquilidade durante o feriado”, disse.
Antes de pegar a estrada, a recomendação é verificar se o trajeto possui trechos com Free Flow, conferir os canais de cobrança e checar se a placa do veículo está legível. A partir de 17 de novembro, quem circular pelos pórticos e deixar tarifas em aberto volta a ficar sujeito à multa por evasão de pedágio, além da cobrança do valor devido.
Confira as dicas antes de sair de casa
1 – Verifique se a rodovia que você vai pegar tem Free Flow: antes de viajar, pesquise o trajeto e identifique se há trechos com o modelo em operação, quanto custa cada passagem e como realizar o pagamento – se necessário. A informação costuma estar disponível no site das concessionárias e em aplicativos de navegação.
2 – Se você tem tag, cheque o saldo. É importante garantir que o saldo esteja suficiente para cobrir as passagens previstas no trajeto. Com a recarga automática habilitada, o abastecimento do saldo acontece de forma automática sempre que o valor atinge o limite mínimo definido pelo usuário. Mas, para quem opta pela recarga avulsa, é preciso selecionar o valor que deseja creditar na tag e realizar o pagamento via cartão de crédito ou Pix.
3 – Se você não tem tag, fique atento ao prazo de pagamento: o motorista sem tag é identificado pela placa do veículo e recebe a cobrança posteriormente. O pagamento precisa ser feito dentro do prazo estabelecido pela concessionária, que geralmente é de 30 dias. Para quitar o débito, basta acessar o site ou aplicativo da concessionária responsável pelo trecho percorrido e consultar o valor em aberto pelo número da placa. Não pagar dentro do prazo pode resultar em multa por evasão de pedágio.
4 – Confira se a placa do veículo está legível e atualizada: no Free Flow, a identificação do veículo sem tag é feita pela leitura da placa. Por isso, é importante garantir que ela esteja em boas condições e corretamente cadastrada junto aos órgãos de trânsito. Placas danificadas, ilegíveis ou desatualizadas podem gerar dificuldades na identificação e no processamento da cobrança.
5 – Se possível, use uma tag de pagamento automático: além de automatizar o pagamento, a tag também elimina uma das principais dificuldades enfrentadas por quem utiliza o Free Flow sem identificação eletrônica: descobrir qual concessionária administra cada trecho da rodovia e em qual canal o pagamento deve ser realizado. Com a tag a cobrança é processada automaticamente no momento da passagem, o motorista evita a necessidade de acompanhar prazos, buscar sites específicos ou correr o risco de esquecer a quitação e receber multas por evasão de pedágio.
