A Universidade Federal de Minas Gerais caiu 11 posições no ranking global de universidades do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) de 2026, divulgado nesta segunda-feira (1º/6). A instituição mineira passou da 497ª para a 508ª colocação no mundo, mas manteve o posto de sexta melhor universidade do Brasil.
O levantamento aponta uma tendência de queda entre as instituições brasileiras de ensino superior. Das 52 universidades e centros de pesquisa do país que aparecem na lista das 2 mil melhores do mundo, 45 perderam posições em relação ao ano passado, o equivalente a 87% do total.
A UFMG aparece atrás de instituições como a Universidade de São Paulo, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade Estadual de Campinas, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade Estadual Paulista. A universidade mineira obteve pontuação de 74,3 no ranking deste ano.
Além da UFMG, outras instituições de Minas Gerais também figuram na lista. A Universidade Federal de Viçosa aparece na 1.015ª posição mundial, seguida pela Universidade Federal de Juiz de Fora, em 1.102º lugar, e pela Universidade Federal de Uberlândia, que ocupa a 1.283ª colocação. Já a Universidade Federal de Lavras ficou em 1.302º lugar, enquanto a Universidade Federal de São João del-Rei aparece na 1.479ª posição.
Fechando a lista das mineiras estão a Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em 1.944º lugar, e a Universidade Federal de Ouro Preto, na 1.974ª colocação.
Queda generalizada
Segundo o CWUR, a piora no desempenho das universidades brasileiras está relacionada principalmente à redução da competitividade na área de pesquisa científica. Entre as 52 instituições nacionais avaliadas, 44 registraram queda especificamente nesse indicador.
A USP segue como a universidade brasileira mais bem posicionada, ocupando a 119ª colocação global, embora também tenha perdido uma posição em relação ao ranking anterior. Na sequência aparecem a UFRJ, em 346º lugar, e a Unicamp, na 379ª posição.
O ranking Global 2000 do CWUR avalia instituições de ensino superior com base em indicadores ligados à qualidade da educação, empregabilidade de ex-alunos, qualidade do corpo docente e desempenho em pesquisa, sem considerar dados enviados pelas próprias universidades.
