PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Silvio Santos e o rádio: ícone da TV brasileira começou no dial seu legado

Por

Siga no

Arquivo/Memória ABERT

Compartilhar matéria

Silvio Santos nos deixou neste sábado (17) e será sempre lembrado como o rei da televisão no Brasil. Mas foi em outra plataforma que ele começou o que se tornaria um legado incomparável na história da comunicação brasileira: no rádio. 

Nascido em 1930, Senor Abravanel, o Silvio Santos, começou a trabalhar cedo para ajudar a família. Foi vendedor, camelô e quase chegou a ser apreendido por fiscais da prefeitura na adolescência, período em que venceu um concurso de locutores na Rádio Guanabara. Entre os inscritos no concurso estavam nomes como Chico Anysio e Fernanda Montenegro, mas o primeiro lugar foi para Silvio.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Pela idade – ele tinha apenas 14 anos à época -, Silvio não podia ser contratado imediatamente, mas o destaque no concurso da rádio deixou ainda mais clara a aptidão para a comunicação. A partir daí, o caminho estava traçado: Silvio chegou a ficar um tempo longe do rádio, mas logo voltou e contabilizou passagens pelas rádios Mauá, Tupi e Continental.

‘Silvio Santos vem aí’

A essa altura, já conhecido como Silvio Santos, o comunicador foi para a Rádio Nacional. Lá, conseguiu se aproximar cada vez mais do público, com programas repletos de humor e críticas políticas. Trechos de alguns dos programas apresentados por Silvio Santos no rádio estão disponíveis ainda hoje na internet.

Um desses trechos conta a história de uma mulher que foi deixada pelo marido por outra mulher, mas continua recebendo visitas dos dois e convivendo amigavelmente. A mulher escreveu para perguntar a Silvio se ele acreditava que ela estava errada. 

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Olha Flávia, na opinião do psicólogo que trabalha comigo nesse quadro, você faz muito bem. Você entendeu que o seu marido ficou apaixonado por outra mulher, você deu liberdade a ele, que se casou outra vez, mas você reconhece que ele tem todo o direito de ver os filhos e de ser amado por eles”, diz Silvio no trecho do programa, que ia ao ar pela Rádio Nacional, já com uma primeira versão do que se tornaria o icônico jingle “Silvio Santos vem aí”.

A cara do talento

Com o passar do tempo, a televisão se popularizou no Brasil e a rádio em que Silvio Santos trabalhava foi comprada pelo grupo Globo. Silvio continuou à frente dos programas da emissora e chegou a mudar para a Rádio Record, mas não demorou muito para encaminhar a carreira na televisão.

O fim de sua jornada como profissional de rádio coincidiu com os momentos iniciais da história do SBT. A partir daí, o resto é história de um dos maiores comunicadores da história do Brasil, que deixa um legado que vai muito além do que a televisão pode mostrar.

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Brasil

Prédio de quatro andares desaba no Brás, em São Paulo

‘O que interessa é como defender o ponto de vista’, diz professora sobre a redação do Enem 2026

Auxílio-doença sem perícia: INSS cria prazo de 10 dias para reanálise após negativa

Justiça autoriza que três bets voltem a funcionar em SP; desembargadora chama proibição de ‘verdadeiro confisco’

Bens do Banco Master e Will Bank vão a leilão com lances a partir de R$ 70

‘Em Minas, nem metade das 80 guardas vira Polícia Municipal agora’, afirma autoridade

Últimas notícias

Flávio Bolsonaro admite não ter provas de fraude eleitoral e diz que apoiará pai em 2030 se ele ficar elegível

‘Matarei os 77’: deputados de Minas relatam ameaças de morte de suposto policial militar

Ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña é preso horas após impeachment

Com retornos importantes, Atlético prepara mudanças contra o Grêmio; veja provável escalação

Papa Leão XIV envia telegrama para Lula durante sobrevoo do Brasil

Senado do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña

Duda Salabert propõe incluir horário de almoço no tempo remunerado de trabalho

Atlético x Boca Juniors: Galo não consegue viabilizar voos especiais para torcida na final da Sula

Meta nega ao TSE favorecimento a Flávio Bolsonaro nas redes sociais durante a campanha eleitoral