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Eduardo Bolsonaro reage a ordem da PF para retornar ao cargo de escrivão

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(Lula Marques/ Agência Brasil)

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A Polícia Federal oficializou, nesta sexta-feira (2 de janeiro de 2026), a determinação para o “retorno imediato” de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão. O ex-parlamentar, que estava afastado da corporação desde que assumiu o mandato de deputado federal em 2015, teve sua cassação ratificada pela Mesa Diretora da Câmara no dia 18 de dezembro de 2025, após ultrapassar o limite constitucional de faltas não justificadas.

Pelas redes sociais, Eduardo Bolsonaro reagiu à medida com tom de desafio. Em postagem no X (antigo Twitter), o ex-deputado minimizou a perda do cargo eletivo e a ordem de retorno à PF, descrevendo a situação como parte de uma “perseguição política”. Anteriormente, ele já havia declarado que a cassação de seu mandato era, para ele, “uma medalha de honra”, reforçando sua postura de confronto com as instituições brasileiras.

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Veja a publicação de Eduardo Bolsonaro

O impasse do retorno e a situação nos EUA Apesar da ordem de serviço publicada no Diário Oficial da União, o retorno efetivo de Eduardo é incerto. Ele permanece em território norte-americano desde março de 2025, onde buscou se articular politicamente contra autoridades brasileiras. A Polícia Federal alertou que a ausência injustificada ao posto de trabalho pode resultar em processos disciplinares e sanções administrativas cabíveis, uma vez que o ato declaratório visa a regularização formal de sua situação funcional a partir de 19 de dezembro de 2025.

Histórico de ausências e processos A cassação foi o desfecho de um processo iniciado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, após Eduardo registrar cerca de 79% de ausência nas sessões deliberativas de 2025. Além do imbróglio administrativo com a PF, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é réu no STF, acusado de tentar promover sanções internacionais contra o Brasil para obstruir investigações que envolvem sua família e a trama golpista de 8 de janeiro. Com o passaporte diplomático cancelado desde dezembro, Eduardo agora enfrenta o risco de ser formalmente considerado desertor ou sofrer demissão do serviço público caso não se apresente à corporação.

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