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Na Alemanha, Lula defende etanol brasileiro e critica novo regulamento ambiental da União Europeia

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Lula participou de Encontro Econômico Brasil-Alemanha, sediado na cidade de Hanôver, nesta segunda-feira (20/4). (Foto: Reprodução/YouTube/CanalGov)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o pioneirismo histórico dos biocombustíveis brasileiros e fez críticas ao novo regulamento ambiental da União Europeia (UE). as declarações contundentes ocorreram nesta segunda-feira (20/4), durante a participação do chefe do Executivo federal no Encontro Econômico Brasil-Alemanha, sediado na cidade de Hanôver.

“Nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina”, afirmou o mandatário. Desta forma, o petista ainda ressaltou que o Brasil já atingiu em 2025 a meta de 50% de fontes renováveis na matriz energética, marca que o bloco europeu almeja alcançar apenas em 2050.

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Consequentemente, Lula apontou que o setor de transportes segue como um dos principais gargalos de descarbonização do continente e lamentou as propostas que ignoram a sustentabilidade do solo nacional. O presidente, portanto, lembrou que um mecanismo unilateral de cálculo de carbono entrou em vigor em janeiro, desconsiderando o baixo nível de emissões da produção brasileira.

Barreiras comerciais e futuro verde

Além disso, o presidente alertou sobre as consequências econômicas negativas dessas imposições. “Essas iniciativas podem dificultar a oferta de energia limpa ao consumidor europeu em momento crítico. A elevação de padrões ambientais é necessária, mas não é correta. Adotar critérios que ignorem outras realidades prejudica os produtores brasileiros”, completou.

Portanto, o governo federal busca consolidar a imagem do país como uma potência ecológica e evitar que o novo regramento europeu funcione como um protecionismo comercial disfarçado. A viagem internacional serve como vitrine para posicionar a economia nacional na liderança do novo ciclo industrial de baixo carbono.

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Por fim, Lula reforçou o desejo de crescimento do país e deixou um recado aos investidores. “Não jogaremos fora as oportunidades da transição energética. Quem quiser produzir com energia mais barata e com energia verdadeiramente limpa, procure o Brasil, que nós temos espaço e oportunidade para quem quiser apostar no futuro”, concluiu o presidente.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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