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Lula quer dar jabuticaba para ‘acalmar’ Trump e defende tecnologia brasileira na África

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Lula participou, nesta quinta-feira (23/4), da abertura da feira "Brasil na Mesa", na Embrapa Cerrados (DF). (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (23/4), que pretende presentear Donald Trump com um pé de jabuticaba para “acalmar” o líder norte-americano. A declaração ocorreu durante a abertura da feira “Brasil na Mesa”, na Embrapa Cerrados (DF), onde o petista utilizou a ironia para contrastar a vocação produtiva brasileira com o cenário de conflitos globais. “Vou levar um para o Trump para dizer que jabuticaba é acalmante”, brincou o presidente.

Dessa forma, o mandatário brasileiro contrapôs a postura do líder republicano ao potencial pacificador do Brasil no setor de alimentos. Segundo Lula, enquanto potências mundiais focam em retóricas de confronto e armamentos, o país deve se consolidar como um exportador de conhecimento técnico e segurança alimentar. A fala ocorreu logo após a visita ao Pomar da Ciência, onde o presidente conheceu pesquisas com frutas como maracujá, baunilha e a própria jabuticaba.

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Geopolítica, África e o acordo com a Europa

Consequentemente, Lula defendeu que o Brasil possui uma dívida histórica com o continente africano que deve ser quitada com transferência de tecnologia agrícola. Ele sugeriu que universidades brasileiras firmem convênios para formar técnicos nos países africanos, visando transformar a região em um novo celeiro mundial. “Enquanto o Trump quer fazer guerra, nós queremos ensinar o povo africano a fazer paz, produzindo alimento”, reiterou.

Além disso, o chefe do Executivo destacou o início das negociações do acordo entre Mercosul e União Europeia, agendado para 1º de maio. O presidente enfatizou que o país tem 540 produtos prontos para atender a um mercado de 750 milhões de pessoas e 22 trilhões de dólares. Portanto, para o petista, a excelência da pesquisa nacional é a ferramenta fundamental para o Brasil conquistar espaço e competitividade internacional.

Nesse cenário, o presidente também pregou a diversificação da alimentação nacional e a valorização do produtor interno. Lula questionou a dependência cultural de iguarias europeias e defendeu que o aumento da escala de produção local gerará novas oportunidades de emprego e renda. “A gente compra comida de muitos lugares do mundo, mas por que a gente não pode comer joelho de porco nosso aqui?”, exemplificou.

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Embates no Congresso

No plano interno, o discurso subiu de tom ao abordar a disseminação de notícias falsas e o comportamento de parlamentares nas redes sociais. Sem citar nomes, Lula criticou deputados que utilizam o celular apenas para fazer ataques pessoais e vídeos rápidos sem esperar por respostas dos interpelados. “Essa gente que fica fazendo essa imbecilidade no telefone celular, tentando mentir na internet, este ano vocês têm que assumir a responsabilidade”, convocou.

Portanto, o presidente pediu que os produtores e pesquisadores utilizem a internet para “desmascarar os mentirosos e as mentirosas” do país. Ele classificou como indecoroso o debate político baseado em inverdades, afirmando que o Brasil não comporta mais ataques vazios a pessoas e instituições. “É a partir de uma feira como essa que a gente vai desmascarar as mentiras”, sustentou o chefe do Executivo.

Apesar de ressaltar que o país ainda não está em período eleitoral, Lula prometeu ser mais contundente no futuro próximo ao expor o histórico de seus opositores. Ele argumentou que muitos aspirantes a gestores públicos não possuem a menor noção de administração, o que teria atrasado o crescimento econômico nacional. “Quando tiver campanha, essas verdades vão ser mais contundentes e vamos deixar os mentirosos nus”, alertou.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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