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Amigos comem planta tóxica confundida com couve e são internados em estado grave em MG

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Quatro pessoas sofreram possível intoxicação exógena após o consumo da planta no almoço (Bombeiros/Divulgação)

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Quatro moradores de Patrocínio, no Triângulo Mineiro, precisaram ser hospitalizados nessa quarta-feira (8/10) após consumirem uma planta tóxica, a Nicotiana glauca, comumente confundida com couve. Três deles estão internados em estado grave.

Em conversa com a Rede 98, o sargento Pedro Mateus, do Corpo de Bombeiros, disse que durante o atendimento uma mulher de 37 anos apresentou piora rápida, evoluindo para um quadro de parada cardiorrespiratória (PCR). Os socorristas iniciaram as manobras de reanimação e conduziram a vítima para o Pronto Socorro Municipal.

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“Quando a gente chegou lá, ela estava sentada, mas foi perdendo a consciência”, relatou o bombeiro. O quadro de saúde da mulher foi revertido na emergência da unidade, mas o estado de saúde dela ainda é delicado.

Mais tarde, as outras três vítimas também apresentaram quadro de parada cardiorrespiratória. “Em 17 anos de bombeiros, nunca vi nada parecido. Três das vítimas ainda estão entubadas em estado grave na UTI”, disse o militar.

Casal confundiu planta tóxica com couve

Segundo o sargento, a mulher de 37 anos e o companheiro dela vivem em uma chácara da cidade e receberam dois amigos idosos, 60 e 67 anos, para o almoço nessa quarta-feira. Os anfitriões então encontraram a planta no quintal e a refogaram acreditando que era couve.

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“Eles mudaram a pouco tempo para essa chácara e fizeram uma horta. Como as plantas ainda estavam todas pequenas, eles viram essa planta perto e acharam que era um pé de couve plantado pela moradora antiga”, relata o bombeiro.

No almoço havia, ainda, uma criança de pouco mais de um ano, que não consumiu a planta. O militar conta que essa espécie não é muito comum na região.

“Tivemos que pesquisar com um biólogo, e descobrimos que se trata de uma planta conhecida como ‘fumo bravo’, altamente tóxica”, explicou.

Do lado esquerdo, a couve tradicional e, do lado direito, a Nicotiana glauca (Bombeiros/Divulgação)

Secretaria de Saúde acompanha o caso

Em nota, a secretária municipal de Saúde de Patrocínio, Luciana Rocha, disse que as equipes da Vigilância Sanitária e Epidemiológica estão realizando vistoria e coleta de amostras na residência da família para aprofundar a investigação das causas do ocorrido, em parceria com o SAMU e a Santa Casa.

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“As informações preliminares apontam que o caso pode ter sido provocado pela ingestão de uma planta conhecida popularmente como ‘couve brava’ ou ‘fumo bravo’ (Nicotiana glauca), espécie altamente tóxica que se assemelha à couve comum, mas apresenta folhas menores. Há registros de intoxicações e óbitos por ingestão dessa planta em outras regiões do estado, como em Divinópolis, no ano de 2018”, informou a pasta.

Nicotiana glauca

A Nicotiana glauca é conhecida popularmente como “falsa couve”, charuteira, couve do mato ou couve mostarda. Segundo pesquisadores da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), essa planta é extremamente tóxica.

Ela é da mesma família que a nicotiana tabacum, nome científico da folha do fumo. Entretanto, a anabasina, substância presente na “falsa couve”, é cinco vezes mais potente que a nicotina e a ingestão da folha causa um quadro sério de intoxicação.

Seus primeiros sintomas são vômito e mal-estar, mas ela ainda pode causar a perda dos movimentos das pernas e até parada respiratória.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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