Um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de sites de acompanhantes e extorquir vítimas foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Tocantins nessa terça-feira (24/3). Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Montes Claros, no Norte de Minas, onde os investigados atuavam.
Como o golpe funcionava
As investigações começaram após a denúncia de um homem de Palmas (TO), em 2025. Segundo a polícia, ele tentou contratar uma garota de programa pela internet, mas desistiu ao ser informado de que precisaria fazer pagamento antecipado.
A partir daí, passou a receber ameaças por mensagens e áudios.
Os criminosos passaram a cobrar valores sob o argumento de “taxas de cancelamento”, usando pressão psicológica e prazos curtos para forçar pagamentos.
Em uma das mensagens, os suspeitos afirmam: “Vou ter que descer na sua casa e pegar tudo de valor que tem até dar o valor”. “Nós sabe que você tem dinheiro… Nós já tem aqui o extrato seu aqui”.
Com medo, a vítima chegou a realizar transferências via Pix para contas ligadas ao grupo.
Grupo tinha estrutura organizada
De acordo com a Polícia Civil, o esquema funcionava com divisão de funções entre os envolvidos.
- uma suspeita recebia os valores transferidos
- outro investigado era responsável pelas ameaças
- uma terceira pessoa fazia a captação das vítimas com perfis falsos
A investigação também aponta que uma suposta acompanhante anunciada no site pode ter participado do esquema ao receber valores da vítima.
Operação e investigação
A operação, chamada Vitrine Oculta, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Montes Claros.
Os nomes dos investigados não foram divulgados, e as defesas não foram localizadas até a última atualização do caso. Os materiais apreendidos serão analisados para identificar outros envolvidos e possíveis novas vítimas do esquema.
Alerta: golpe segue padrão recorrente
A polícia alerta que esse tipo de crime tem se repetido com frequência no país, principalmente em plataformas digitais.
O padrão costuma envolver:
- contato inicial em site ou rede social
- pedido de pagamento antecipado
- desistência da vítima
- início de ameaças e intimidação
- exigência de transferências rápidas
A orientação é não realizar pagamentos e procurar imediatamente a polícia em caso de ameaça.
