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Motociclistas representam 70% das vítimas de trânsito atendidas no João XXIII em 2026

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Igor Teixeira

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Referência em trauma, o Hospital João XXIII registrou média superior a 20 atendimentos de motociclistas por dia nos primeiros meses de 2026. ( Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

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Os motociclistas representam 70% das vítimas de acidentes de trânsito atendidas neste ano no Hospital João XXIII (HJXXIII), em Belo Horizonte.

Segundo dados da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), até o dia 23 de abril foram registrados 3.431 atendimentos relacionados a acidentes de trânsito na unidade. Desses, 2.382 envolviam motociclistas.

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Os números foram divulgados durante a campanha Maio Amarelo 2026, que neste ano tem como tema: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.

Jovens são maioria entre vítimas

De acordo com o diretor de urgência do Complexo Hospitalar de Urgência (CHU), Rodrigo Muzzi, o perfil das vítimas permanece praticamente o mesmo há anos: homens jovens, entre 19 e 39 anos.

Segundo ele, muitos utilizam a motocicleta como ferramenta de trabalho, principalmente em entregas e deslocamentos urbanos.

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“Trata-se, em grande parte, de pessoas em plena idade produtiva, que utilizam a motocicleta diariamente como ferramenta de trabalho”, afirmou.

Muzzi destaca ainda que os chamados “corredores” entre carros aumentam o risco de acidentes.

“A rotina desses pilotos faz eles estarem contra o tempo para chegarem aos lugares ou realizarem entregas, mas as formas que eles encontram para não se atrasarem é o que muitas vezes colocam suas vidas em risco”, disse.

Hospital registra aumento de adolescentes feridos

O ortopedista Alexandre Maru afirmou que o hospital também percebe aumento de adolescentes e jovens vítimas de acidentes com motos.

Em 2025, o João XXIII atendeu 595 motociclistas entre 11 e 19 anos. Somente até abril deste ano, já foram 214 casos registrados.

Segundo o especialista, muitos acidentes estão ligados à repetição de comportamentos imprudentes no trânsito.

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“O piloto realiza uma ação irresponsável e acha que vai ficar tudo certo. Como deu certo na primeira vez, continua agindo da mesma forma até dar errado”, alertou.

Acidentes podem deixar sequelas permanentes

Os médicos destacam que a gravidade dos ferimentos depende da velocidade, do tipo de queda e do uso correto dos equipamentos de segurança.

As lesões mais frequentes envolvem fraturas em braços e pernas, além de traumas cranianos e torácicos graves.

“Algumas vítimas conseguem se recuperar completamente durante o período de internação e outras ficam com sequelas gravíssimas”, explicou Rodrigo Muzzi.

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Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

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