PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Novas tecnologias aumentam a segurança na mineração

Por

Siga no

As chamadas pilhas de rejeito, por exemplo, são uma alternativa às barragens tradicionais e têm se mostrado mais seguras e sustentáveis (José Cruz/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

O desenvolvimento de novas tecnologias voltadas para o aumento da segurança na área de mineração tem auxiliado a prevenção de acidentes. As chamadas pilhas de rejeito, por exemplo, são uma alternativa às barragens tradicionais e têm se mostrado mais seguras e sustentáveis.

Especialistas explicam, porém, que elas não são livres de riscos. Por serem uma espécie de “montanha viva” em expansão, as pilhas de rejeitos também estão sujeitas a movimentações como penetração e rupturas.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Em conversa com a Rede 98, o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Henrique Barcelos, explicou porque as operações em acidentes com barragens normalmente são mais desafiadoras do que aquelas envolvendo as pilhas de rejeitos.

“Ao se romperem podem gerar um evento de alta cinemática, considerando a velocidade de uma onda de rejeitos, e o potencial de alcance que vai da ordem de quilômetros. No caso de estruturas mais atuais, como empilhamento de rejeito a seco, tende a gerar movimentos de massa de menor dinâmica, velocidade e menor alcance”, disse ele.

A última vez que o plano de salvamento do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais precisou ser acionado foi em dezembro do ano passado, em pilha na Mina Turmalina, em Conceição do Pará. Moradores do povoado de Casquilho foram retirados do local antes da chegada dos rejeitos.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Termo de compromisso

Após intensos debates sobre o assunto, um acordo assinado em março deste ano na Defensoria Pública de Minas Gerais traçou os critérios de indenização aos atingidos por acidentes envolvendo a mineração. Para o coordenador do Núcleo Estratégico de Proteção aos Vulneráveis em Situação de Crise do órgão, defensor público Antônio Lopes de Carvalho, o documento pode servir como referência em outros casos.

“Esse termo de compromisso assinado é um marco porque ele mostra que o trabalho efetivo da Defensoria Pública em outras crises semelhantes, principalmente em Macacos, Barão de Cocais e Itabira, já é sedimentado, sério e com muita justiça social”, observou.

Já o advogado especialista em direito minerário, Leonardo Gandara, diz que o tempo de resposta em desastres desta natureza diminuiu desde os rompimentos das barragens de Mariana e de Brumadinho. Segundo ele, o diálogo com os atingidos deve ser constante para o maior aprimoramento dessas medidas.

“O desastre ocorrido da Samarco, em Mariana, e o desastre da Vale em Brumadinho trouxeram um maior aprimoramento e maior conhecimento das instituições de justiça. Mesmo o modelo que temos hoje não é perfeito. Ele é construído por meio de delimitação dos danos por grupos de atingidos”, pontuou.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, vai completar 10 anos em novembro deste ano. Um novo acordo, homologado pelo STF no final de 2024, prevê a conclusão do processo de indenização a cerca de 2,5 milhões de atingidos em 49 cidades da Bacia do Rio Doce e de parte do litoral brasileiro em um prazo de 20 anos.

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Minas Gerais

Domingos Sávio defende impeachment de Moraes: ‘Instalação do processo é o mínimo’

Chuva de até 100 mm coloca 15 cidades de Minas Gerais em alerta laranja nesta terça

Gustavo Valadares alerta para déficit de R$ 10,5 bi e descarta oposição a Cleitinho em Minas

Homem é indiciado após bloquear a polícia e se recusar a devolver Pix recebido por engano em MG

Passageiro morre após carro bater contra trem em Juiz de Fora

Acidente entre ônibus de turismo e carreta deixa um morto e 41 feridos na BR-381

Últimas notícias

Justiça encerra recuperação judicial da Americanas após quase quatro anos

Atlético x City Torque: Conmebol define uniformes para jogo de volta da semifinal da Sul-Americana

Flávio Bolsonaro propõe regularização fundiária e conclusão de pontes no Pará

‘Lula vai querer se vingar do povo do Pará’, diz Flávio Bolsonaro em Marabá

Lula anuncia Pix de R$ 5 mil para endividados e defende transporte gratuito

Titular do Cruzeiro é suspenso e vira desfalque contra o Remo

Lula anuncia abertura de sigilos e desafia Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo

Anvisa proíbe lotes falsificados de remédio contra câncer e toxina botulínica

Mais de 400 mil eleitores tiveram local de votação alterado; TSE reforça alerta