PUBLICIDADE
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Muito quente! 2025 deve bater recorde de calor, diz OMM

Siga no

Os últimos onze anos, de 2015 a 2025, terão sido individualmente os mais quentes nos 176 anos de registros de observação (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

Enquanto o Brasil prepara os últimos ajustes para COP30, com a presença de lideranças mundiais, preocupadas com as questões climáticas, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) faz um alerta preocupante: 2025 deve ser o segundo ou terceiro ano mais quente já registrado. A temperatura média próxima à superfície, de janeiro a agosto, foi de 1,42° C ± 0,12° C acima da média pré-industrial.

Os dados são do Relatório sobre o Estado do Clima Global da OMM. Os últimos onze anos, de 2015 a 2025, terão sido individualmente os mais quentes nos 176 anos de registros de observação, sendo os últimos três anos os três anos mais quentes.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Essa sequência sem precedentes de altas temperaturas, combinada com o aumento recorde dos níveis de gases de efeito estufa no ano passado, deixa claro que será praticamente impossível limitar o aquecimento global a 1,5 °C nos próximos anos sem ultrapassar temporariamente essa meta. Mas a ciência também é clara ao afirmar que ainda é totalmente possível e essencial reduzir as temperaturas para 1,5 °C até o fim do século”, disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.

Indicadores climáticos

O relatório foi divulgado pela OMM para a Cúpula da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, como referência científica para fundamentar as negociações da COP em evidências confiáveis. O documento ainda mostra indicadores climáticos essenciais e sua relevância para apoiar a formulação de políticas e documentos científicos mais detalhados.

Em seu discurso na COP30, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que cada ano acima de 1,5 grau prejudicará as economias, aprofundará as desigualdades e causará danos irreversíveis.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Devemos agir agora, com grande rapidez e em grande escala, para que esse aumento seja o menor, o mais curto e o mais seguro possível e para que as temperaturas voltem a ficar abaixo de 1,5°C antes do final do século”, assegurou.

Segundo o relatório, as concentrações de gases de efeito estufa que retêm calor e o conteúdo de calor dos oceanos continuaram a aumentar em 2025, com a extensão do gelo marinho no Ártico após o congelamento de inverno sendo o menor já registrado, e a extensão do gelo marinho na Antártida bem abaixo da média ao longo do ano. “A tendência de longo prazo de elevação do nível do mar continuou, apesar de uma pequena e temporária oscilação devido a fatores naturais”, diz o texto.

Também tiveram impacto em cascata os eventos climáticos extremos registrados em todo o mundo em 2025, como chuvas torrenciais e inundações, calor intenso e incêndios florestais. Todos esses fatores contribuíram para o deslocamento de pessoas em diversas regiões, prejudicando o desenvolvimento sustentável e o progresso econômico.

*Com informações da Agência Brasil

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Compartilhar matéria

Siga no

Wagner Vidal

Jornalista com 25 anos de atuação no mercado. No telejornalismo desenvolveu as funções de repórter, apresentador, editor de textos e roteirista. Acumula também experiência em Assessoria de Comunicação governamental, com gestão de pessoas e gerenciamento de crises. Atualmente é coordenador de conteúdo multimídia na Rede 98.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Última superlua de 2025 ocorre nesta quinta; veja horário e como observar

Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio acumulado em R$ 8 milhões

AGU pede que Gilmar Mendes reconsidere decisão sobre impeachment de ministros

Procedimento estético: veja o que vai ‘bombar’ nos consultórios em 2026

‘OAB da medicina’: exame nacional obrigatório para novos médicos avança no Senado

Decisão de Gilmar Mendes sobre impeachment de ministros do STF provoca reação no Congresso

Últimas notícias

A síndrome do ‘eu também’ no empreendedorismo brasileiro

O peso da saúde no orçamento das famílias

Por que a vacina do Butantan contra a dengue é um avanço

Guarapari passa a cobrar taxa de excursões

O papel da liderança na comunicação de crise

CPMI do INSS aprova convocação e quebra de sigilo de Daniel Vorcaro

Por que o PIB per capita do Brasil segue estagnado

Filipe Luís aponta Cuca como o técnico que mais lhe tirou o sono em 2025

Brasil tem grande potencial para minerais críticos, aponta Ipea