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‘Lisboa está em luto’: mineira relata clima na capital portuguesa após tragédia no Elevador da Glória

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A jornalista mineira Déborah Lima, que vive na capital portuguesa há dois anos, conta que o clima por lá é de tristeza e luto (Déborah Lima/Arquivo pessoal)

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Moradores de Lisboa, em Portugal, ainda tentam assimilar a tragédia ocorrida nessa quarta-feira (3/9) com o Elevador do Glória, que descarrilou e deixou 17 pessoas mortas. A jornalista mineira Déborah Lima, que vive na capital portuguesa há dois anos, conta que o clima por lá é de tristeza e luto.

“Em todos os lugares as pessoas estão conversando sobre isso, com semblante de tristeza. Foi uma tragédia que pegou todos de surpresa. A cidade está de luto, as bandeiras estão a meio mastro e o clima é de muita tristeza”, lamentou ela.

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Segundo a jornalista, a tragédia acendeu um alerta em Lisboa relação à segurança dos bondes, conhecidos em Portugal como “elétricos”, meios de transporte que fazem parte do dia a dia e da identidade da capital.

“Esses elétricos amarelos são vitais para Lisboa. São um dos maiores ícones turísticos e também um transporte público eficiente, principalmente na região da Baixa Lisboa, que tem muitas ladeiras e morros. Há também os elevadores, como o da Glória. Eles preservam a história da cidade e oferecem uma viagem única”, destacou.

A jornalista ressalta que moradores e turistas se sentem inseguros desde o acidente. “Está todo mundo assustado. A prefeitura de Lisboa interditou os bondinhos, e agora só se fala disso”, completou.

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Acidente no Elevador do Glória deixa 17 mortos

De acordo com a imprensa local, o funicular que liga a Praça dos Restauradores ao Bairro Alto transporta cerca de 3 milhões de pessoas por ano. O veículo teria descarrilado após a ruptura de um dos cabos e colidido contra um prédio em uma rua estreita.

Os feridos foram encaminhados para os hospitais São José, Santa Maria e São Francisco Xavier. Entre as vítimas há estrangeiros, mas o governo brasileiro informou que não há registro de brasileiros entre os mortos.

O sindicato dos condutores (Fectrans) afirmou que já havia feito queixas sobre falhas na manutenção dos bondes, sendo a última em 2022. A empresa Carris garante que as manutenções estavam em dia. A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) conduz a investigação.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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