O papa Leão XIV afirmou que ama os Estados Unidos, mas se considera americano “por circunstância”. A declaração foi dada em entrevista à emissora NBC na quarta-feira (29), em Castel Gandolfo, na Itália.
Primeiro norte-americano a comandar a Igreja Católica, Leão XIV disse que sua prioridade é a missão de líder de uma Igreja universal e não a nacionalidade de origem.
A conversa aconteceu logo após o encontro de oração “Cântico de Paz”, realizado na residência de verão dos papas, a cerca de 25 quilômetros de Roma. O evento contou com a participação do tenor italiano Andrea Bocelli.
O que o papa disse sobre os Estados Unidos
Leão XIV afirmou admirar valores que associa ao país onde nasceu:
- a liberdade;
- as oportunidades;
- a tradição de acolher imigrantes de todas as partes do mundo.
Ao mesmo tempo, o papa marcou distância de qualquer leitura nacionalista do pontificado. Para ele, ser americano é uma circunstância biográfica, não a definição do cargo que ocupa.
Na entrevista, o pontífice também falou sobre a própria origem. Os avós de Leão XIV foram imigrantes que chegaram aos Estados Unidos. Pelo lado materno, ele revelou ter entre os antepassados tanto pessoas escravizadas quanto proprietários de escravos, um retrato da formação histórica do país.
Defesa dos migrantes e possível visita aos EUA
Leão XIV mantém a linha do antecessor, o papa Francisco, na defesa dos migrantes. O pontífice já rezou publicamente por migrantes que morreram na tentativa de chegar aos Estados Unidos.
O papa sinalizou o desejo de visitar o país em breve. Segundo ele, o calendário dos próximos dois anos já está em avaliação.
Nada foi confirmado. Não há data, cidade ou roteiro definidos até o momento.
