O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (19) que acredita ser possível alcançar um acordo diplomático com Cuba e disse que os EUA podem ajudar a ilha mesmo sem uma mudança de regime.
“Acho que sim”, respondeu Trump ao ser questionado na Casa Branca sobre a possibilidade de um acordo com o governo cubano. “Cuba está nos procurando. Eles precisam de ajuda. Mas Cuba é uma nação fracassada. Cuba precisa de ajuda, e nós faremos isso.”
As declarações acontecem em meio ao agravamento da crise econômica e energética em Cuba, intensificada após o endurecimento das sanções impostas pelo governo americano.
Cuba enfrenta apagões e crise energética
Submetida a embargo econômico dos Estados Unidos desde 1962, Cuba enfrenta desde janeiro um bloqueio petroleiro promovido pelo governo Trump, o que agravou a escassez de combustível e provocou uma crise energética na ilha.
Segundo relatos recentes, cidades cubanas registram apagões de até 20 horas por dia, além de fechamento de hotéis, cancelamento de voos e suspensão de serviços básicos, como coleta de lixo.
A pressão americana aumentou nas últimas semanas com novas sanções contra integrantes do governo cubano, militares e órgãos de inteligência do país.
Governo cubano reage a sanções dos EUA
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, criticou as novas medidas anunciadas pelos Estados Unidos e classificou as sanções como “imorais, ilegais e criminosas”.
O governo cubano também rejeita pressões de Washington por reformas econômicas e políticas, alegando defesa da soberania nacional.
Nos últimos dias, a Defesa Civil de Cuba divulgou orientações à população sobre procedimentos de proteção em caso de uma eventual intervenção militar americana.
Tensões aumentaram em 2026
As relações entre os dois países pioraram após o governo Trump ampliar sanções econômicas e declarar emergência nacional envolvendo Cuba no início deste ano.
Autoridades americanas também passaram a acusar Havana de manter relações estratégicas com países considerados adversários dos EUA, como Rússia, China e Irã.
Apesar do aumento da tensão, Trump afirmou nesta terça-feira que ainda vê espaço para diálogo diplomático com a ilha caribenha.