PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Professores de BH rejeitam proposta da PBH e mantêm greve

Por

Igor Teixeira

Siga no

Reunidos em assembleia nesta terça-feira (19), cerca de 1.500 profissionais da educação da capital decidiram pela continuidade do movimento grevista. ( Foto: Divulgação/SindRede-BH)

Compartilhar matéria

O diálogo entre os trabalhadores em Educação, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a Secretaria Municipal de Educação (Smed) segue sem avanço e a greve da Rede Municipal de Ensino já ultrapassa 20 dias. Em assembleia realizada nesta terça-feira (19), os profissionais concursados decidiram manter a paralisação.

Segundo a diretoria colegiada do Sind-Rede/BH, a adesão ao movimento tem crescido a cada assembleia, impulsionada por atividades regionalizadas e pelo diálogo com movimentos sociais da capital.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Após a assembleia, os manifestantes realizaram um ato em frente à sede da prefeitura, no Centro de Belo Horizonte, em tentativa de pressionar o Executivo municipal.

De acordo com o sindicato, cerca de 1.500 profissionais aderiram à greve, o que representa aproximadamente 40% dos trabalhadores da rede municipal.

Sindicato diz que prefeitura “destravou”, mas não avançou nas negociações

A diretora do Sind-Rede/BH, Carol Pasqualini, afirmou que a categoria decidiu manter a greve por considerar que as negociações não avançaram de forma efetiva.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Os trabalhadores em educação em greve fizeram a opção de manter a greve por entender que a prefeitura destravou sim as negociações, mas não avançou”, afirmou.

Segundo ela, os servidores seguem cobrando melhorias nas condições de trabalho e criticam propostas ligadas à terceirização do atendimento educacional especializado para estudantes com deficiência e neurodivergentes.

“Buscamos uma melhoria das condições de trabalho, que possamos de fato avançar com relação à proposta da Secretaria Municipal de Educação com relação à privatização e terceirização do serviço de atendimento educacional especializado”, disse.

A dirigente sindical também afirmou que a categoria cobra avanços relacionados às verbas das caixas escolares e à estrutura de funcionamento das unidades.

“Tudo isso é fundamental e precisamos avançar”, declarou.

Carol Pasqualini ainda contestou o percentual de reajuste divulgado pela prefeitura.

“Houve uma propaganda de que foi 6,6%, não é bem assim. O que a prefeitura está realmente apresentando é um índice de 4,11%, ainda abaixo do reajuste do piso nacional do magistério, que é de 5,4%”, afirmou.

Segundo ela, o reajuste de 2,4% concedido em janeiro faz parte de acordos firmados ainda na campanha salarial de 2025.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Categoria define calendário de mobilizações

Os servidores aprovaram novos atos e atividades para os próximos dias. Entre as ações previstas estão distribuição de panfletos, visitas às escolas, conversas com famílias de estudantes e busca por apoio de vereadores da capital.

A categoria também confirmou a realização de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), além de atos culturais e campanhas de doação de sangue.

Uma nova assembleia está marcada para sexta-feira (22), às 14h, na Praça da Estação, na região central da capital.

Prefeitura apresentou proposta de reajuste

Na segunda-feira (18), a Prefeitura de Belo Horizonte apresentou uma proposta de reajuste salarial de 4,11% para os servidores municipais. O índice corresponde à recomposição integral da inflação acumulada entre maio de 2025 e abril de 2026, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Segundo a prefeitura, a proposta prevê efeito financeiro retroativo a 1º de maio e beneficiaria cerca de 57 mil servidores efetivos.

Além da recomposição salarial, a PBH destacou medidas implementadas recentemente para o funcionalismo, como:

• Criação da data-base para reajuste salarial;
• Novas progressões por escolaridade, com ganhos de 5% a cada nível;
• Aumento superior a 58% no vale-refeição;
• Ajuda de custo para alimentação em jornadas inferiores a oito horas;
• Três reajustes salariais concedidos em pouco mais de um ano: 2,49% em 2025, 2,40% em janeiro de 2026 e os 4,11% propostos agora.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Compartilhar matéria

Siga no

Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de BH e região

Defesa Civil emite alerta de chuva de granizo em BH nesta terça (19)

BH abre vagas para aulas gratuitas de esporte para crianças e adolescentes

Bombeiros farão simulação de resgate veicular na Praça da Liberdade nesta quarta

Copasa alerta para falta de água em bairros de BH e Ibirité; veja lista

Fhemig admite contaminação em água na Maternidade Odete Valadares

Justiça condena construtora por deixar hotel de BH inacabado antes da Copa de 2014

Últimas notícias

Últimos dias para se inscrever nos cursos de Artes Visuais do Cefart

Neymar vai ganhar figurinha no álbum da Copa do Mundo após convocação de Ancelotti

Lula anuncia R$ 30 bilhões em crédito para motoristas de app e taxistas comprarem carros

Boca x Cruzeiro: derrota pode custar classificação da Raposa na Libertadores? Entenda as chances

Arsenal encerra jejum de 22 anos e conquista a Premier League

PM de Minas terá primeira mulher no comando-geral da corporação

‘Super El Niño’ pode ser um dos mais fortes do século, alerta professor da UFMG

Pré-candidato ao Senado pelo Novo, Marco Antônio Costa carimba rivais de ‘centrão’ e se diz o único de direita em MG

Victor Hugo treina e pode reforçar o Atlético contra o Cienciano