PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Decisão de Gilmar Mendes sobre impeachment de ministros do STF provoca reação no Congresso

Siga no

Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que apenas o procurador-geral da República pode apresentar ao Senado denúncias por crimes de responsabilidade contra ministros da Corte, provocou forte reação entre parlamentares nesta quarta-feira (3/12). O despacho suspende o trecho da Lei 1.079/1950 que permitia a “todo cidadão” protocolar pedidos de impeachment de magistrados.

O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) classificou a medida como uma ameaça ao equilíbrio entre os Poderes. “O ato confere uma proteção absoluta e retira o direito de qualquer brasileiro de denunciar os crimes de responsabilidade dos ministros do Supremo”, afirmou. Para ele, Gilmar Mendes “ultrapassa todos os limites, concentrando poder e rasgando a Constituição”.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Zucco disse que o país vive “uma ditadura judicial” e defendeu reação do Legislativo. Ele cobrou o fim das decisões monocráticas e mandato para ministros do STF. “É hora de defender o Parlamento, é hora de defender o povo, é hora de defender a Constituição”, declarou. O deputado também citou a PEC que propõe regras mais claras para impeachment de ministros.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também reagiu ao despacho de Mendes. Ele afirmou receber “com muita preocupação” o conteúdo da decisão. Disse ainda que o Senado mantém profundo respeito institucional ao Supremo, mas cobrou reciprocidade. Para Alcolumbre, é “genuíno, inequívoco e permanente” o dever do Judiciário de respeitar o Legislativo.

Alcolumbre agradeceu o apoio dos senadores e disse que não hesitará em defender as prerrogativas do Congresso. “Na condição de presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, não hesitarei em defender todas as prerrogativas estabelecidas na nossa Constituição brasileira”, afirmou.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Entenda

Horas antes das declarações, o decano do STF restringiu do Senado, em decisão monocrática, a possibilidade de processar e julgar ministros em eventuais crimes de responsabilidade. A posição ainda deverá ser confirmada ou não pelo plenário da Corte, em julgamento virtual marcado entre os dias 12 e 19 de dezembro.

Para Gilmar Mendes, a lei é excessivamente ampla e vaga, servindo a processos de intimidação do Judiciário, pois “os juízes, temendo represálias, podem se ver pressionados a adotar posturas mais alinhadas aos interesses políticos momentâneos, em vez de garantirem a interpretação imparcial da Constituição e a preservação dos direitos fundamentais”.

Compartilhar matéria

Siga no

Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Camilo Santana diverge de Lula e apoia inserção do PCC e do CV como organizações terroristas

Proposta de delação de Vorcaro tem acusação de propina de US$ 30 mi a Alcolumbre, diz revista

Inscrições para o Enem 2026 terminam hoje às 23h59; taxa de R$ 85 pode ser paga até dia 17

Aposentadoria antecipada de Nardes abre disputa no TCU; Pacheco surge entre os cotados

Câmara dos Deputados avança com projeto que aumenta penas para golpes digitais

PF rejeita segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro

Últimas notícias

Nubank declara ‘erro operacional’ sobre mensagem de liquidação extrajudicial enviada à clientes

Acidente com van escolar deixa 15 crianças feridas em Venda Nova

Gabriel Rojas desembarca em BH para assinar com o Cruzeiro

Manutenção emergencial da Copasa afeta abastecimento de água em 184 bairros de BH e região

Carreta tomba na BR-040 em Nova Lima e bloqueia pista sentido BH

Influenciadora Cíntia Chagas compara hinos de Atlético e Cruzeiro e escolhe favorito

Adversário do Brasil, seleção de Marrocos não perde há quase um ano 

Instagram apresenta instabilidade na manhã desta sexta-feira (12)

Até o fim do mês será anunciadio o Desenrola para adimplentes, diz ministro da Fazenda