PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Marcelo Freitas será relator de processo que pode cassar Eduardo Bolsonaro

Siga no

(Reprodução)

Compartilhar matéria

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados deu um novo passo no processo que pode levar à cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O deputado Delegado Marcelo Freitas (União Brasil-MG) foi escolhido nesta sexta-feira (26) para relatar a representação apresentada pelo PT, que acusa o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro de quebra de decoro parlamentar por ataques reiterados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ameaças ao processo eleitoral brasileiro.

Além de Freitas, constavam na lista a deputada Duda Salabert (PDT-MG) e o parlamenta Paulo Lemos (PSOL-AP).

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A representação contra Eduardo Bolsonaro, por quebra de decoro parlamentar, foi apresentada pelo PT e pede a perda do mandato do deputado. Segundo o partido, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, tem utilizado sua estadia nos Estados Unidos para se dedicar “de forma reiterada a difamar instituições do Estado brasileiro”.

Na representação, o PT alega que Eduardo Bolsonaro tem atacado com “especial virulência” o STF e seus ministros, a quem tem publicamente chamado de “milicianos togados” e “ditadores”. O texto cita entrevista recente do deputado à CNN Brasil, na qual declarou textualmente que “sem anistia para Jair Bolsonaro, não haverá eleições em 2026”.

Na avaliação do PT, a conduta constitui grave ameaça à ordem constitucional e à realização do processo eleitoral, “núcleo duro da soberania popular”. “A imunidade parlamentar não é um salvo-conduto para a prática de atos atentatórios à ordem institucional, tampouco um manto protetor para discursos de incitação à ruptura democrática”, afirma o PT na representação.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O colegiado terá o prazo regimental de 90 dias para concluir a avaliação do pedido.

Em março, Eduardo Bolsonaro pediu licença de 120 dias e fixou residência nos Estados Unidos. O prazo expirou em 21 de julho, mas o parlamentar não retornou ao Brasil e já acumula faltas não justificadas nas sessões plenárias. A Constituição prevê cassação dos deputados que faltarem a um terço das sessões ordinárias, salvo licença ou missão autorizada.

Para o PT, isso constitui “evidente descumprimento das normas regimentais”, de forma “deliberada, continuada e dolosa”.

Tramitam no Conselho de Ética outras três representações contra Eduardo Bolsonaro, duas do PT e uma do PSOL. Fabio Schiochet solicitou à Mesa Diretora da Casa para apensar os três pedidos para tramitar em conjunto. A solicitação foi feita no dia 9 de setembro e não há prazo regimental para a resposta da Mesa.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Política

PSOL-Rede e ABI acionam STF contra Lei da Dosimetria; PT anuncia nova ação

Moraes dá cinco dias para Congresso explicar Lei da Dosimetria no STF

Flávio Bolsonaro diz que prefere vice mulher e afirma que daria cargo ao pai em eventual governo

Justiça rejeita recurso da Câmara de BH em processo que investiga Lucas Ganem

Bolsonaro entra com revisão criminal no STF para anular condenação

Mendonça autoriza transferência de ex-presidente do BRB para a Papudinha

Últimas notícias

Gestantes já podem cadastrar bebês para vagas em creches de BH; veja como inscrever

Cruzeiro apresenta a Cabulosa, nova mascote do clube

Bloqueio de internet no Irã completa 70 dias e é apontado como o mais grave já registrado

Ypê suspende veto da Anvisa sobre produtos contaminados

Governo renova contratos com distribuidoras de energia em 13 estados

Bactéria encontrada em produtos da Ypê é resistente a antibióticos

Clássico mineiro: Minas enfrenta o Praia pela LNF neste sábado

Flávio Roscoe entra no jogo e muda o tamanho da disputa em Minas

Cruzeiro enfrenta o Bahia para voltar a se afastar do Z-4; saiba onde assistir