O Senado do Paraguai aprovou, nesta sexta-feira (6/11), o impeachment do presidente Santiago Peña. A destituição recebeu 44 votos favoráveis, de todos os parlamentares presentes na sessão, em meio à crise política provocada pelo caso envolvendo o banco digital Ueno.
A instituição entrou em colapso e deixou milhões de clientes sem acesso às próprias contas. O Banco Central paraguaio havia identificado irregularidades na contabilização de ativos, problemas em operações de crédito e insuficiência de capital para manter o funcionamento da instituição. O episódio provocou protestos na capital, Assunção, e aumentou a pressão sobre o governo.
Peña passou a ser questionado por seus vínculos empresariais com o grupo controlador do banco. O presidente manteve participação na holding ligada à instituição até março de 2025.
Na quinta-feira (5/11), ele anunciou que deixaria o cargo, alegando a intenção de preservar a estabilidade política e as instituições democráticas. Mesmo com o anúncio, os senadores decidiram prosseguir com o processo de impeachment. A renúncia poderia garantir a Peña uma cadeira vitalícia no Senado e imunidade parlamentar.
O caso também é investigado pelo Ministério Público. As apurações envolvem o presidente, o vice Pedro Alliana e autoridades do Banco Central.
Com a saída de Peña, Alliana deverá assumir a Presidência e concluir o mandato, previsto para agosto de 2028. A sucessão depende da formalização do afastamento do atual chefe do Executivo.
