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Sobe para 111 o número de mortos em forte terremoto na Colômbia; 61 prédios caíram

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Terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia na manhã desta segunda-feira (10/8). (Foto: Reprodução/X)

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O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, confirmou que o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país nesta segunda-feira (10) já deixa pelo menos 111 mortos e 87 feridos. O balanço oficial corresponde ao levantamento do início da tarde e, segundo o chefe de Estado, a prioridade absoluta das equipes de resgate no momento é localizar pessoas sob os escombros dos edifícios afetados.

O impacto do abalo causou destruição em larga escala por todo o território colombiano. Segundo o governo local, o tremor destruiu completamente 37 moradias, danificou outras 1.575 e provocou o colapso de 61 edifícios, com maior concentração de tragédias nas regiões de Risaralda, Valle del Cauca e em cidades como Cáli, Pereira e Manizales.

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Além das residências, o terremoto comprometeu gravemente a infraestrutura básica do país. O levantamento oficial, então, aponta estragos em 18 centros de saúde, 52 escolas, 17 centros comunitários e 18 vias públicas. O setor aéreo também sofreu forte impacto: os estragos nas instalações tiraram seis aeroportos de operação para voos comerciais, enquanto outro teve prejuízos na pista de pouso.

Mecanismo tectônico e réplicas na região

Segundo pesquisadores e sismólogos, o epicentro do fenômeno ocorreu na cidade de San José del Palmar, a uma profundidade de 110 quilômetros. A região colombiana fica situada próxima à extremidade de uma placa tectônica e ao chamado “Círculo de Fogo” da América Latina, área marcada por intensa atividade geológica.

Ainda que a localização geográfica torne corriqueiros os pequenos tremores no país, abalos de grande intensidade como o desta segunda-feira são raros. Cerca de uma hora após o primeiro impacto de magnitude 7,4, o território colombiano, então, ainda registrou uma réplica de magnitude 5,0, mantendo os serviços de emergência em alerta máximo.

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Diante do cenário devastador, o presidente de la Espriella assumiu o comando das operações e viajou para acompanhar os trabalhos nas áreas mais atingidas. As autoridades locais, portanto, trabalham contra o tempo nas buscas por sobreviventes e pedem que a população siga as orientações de segurança nas áreas de risco.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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