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Copa do Mundo na infância: psicóloga explica como futebol ajuda crianças a lidar com emoções

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Igor Teixeira

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(Foto: Reprodução/Pixabay)

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A Copa do Mundo costuma marcar a infância de muitas crianças brasileiras muito além do futebol. A competição desperta o interesse por jogadores, estimula a troca de figurinhas, fortalece o convívio entre amigos e familiares e pode representar uma das primeiras grandes experiências coletivas de emoção.

Segundo a professora de Psicologia do UniBH, Aline Ottoni, esse envolvimento exerce um papel importante no desenvolvimento infantil.

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Ídolos ajudam na construção da identidade

De acordo com a especialista, a admiração por jogadores e outras figuras públicas funciona como uma referência para que crianças e adolescentes construam a própria identidade.

“Os ídolos costumam funcionar como referências importantes para a construção da identidade. Por meio deles, crianças e adolescentes exploram valores, pertencimentos e possibilidades de quem podem se tornar. A admiração também ajuda na inserção em grupos e nas relações sociais”, explica.

Ela também destaca a importância de as crianças terem contato com referências diversas, ampliando as possibilidades de identificação.

“Quando crianças encontram diferentes histórias, trajetórias e características entre as pessoas que admiram, tendem a construir uma visão mais ampla de si mesmas e do mundo.”

Derrotas também fazem parte do aprendizado

A Copa também oferece oportunidades para que crianças aprendam a lidar com sentimentos como tristeza, decepção e frustração quando o time perde ou um jogador é eliminado.

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Segundo Aline Ottoni, os adultos têm papel fundamental nesse processo.

“Quando existe um grande investimento afetivo, a derrota pode gerar tristeza, decepção ou raiva. O papel dos adultos é acolher essas emoções e ajudar a criança a compreender e expressar o que está sentindo, porque o impacto dessas experiências também é construído nas relações e nas conversas familiares, e não apenas a partir do evento.”

Influenciadores digitais ocupam espaço de antigos ídolos

Além dos atletas, influenciadores digitais passaram a ocupar um espaço importante entre as referências das novas gerações.

De acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, 46% dos usuários de internet entre 9 e 17 anos assistem a vídeos de influenciadores várias vezes ao dia, tornando esse o formato de conteúdo mais consumido por essa faixa etária.

Para a psicóloga, a proximidade proporcionada pelas redes sociais torna essas referências ainda mais presentes no cotidiano infantil.

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“As referências digitais trazem uma sensação maior de proximidade e presença no cotidiano. Isso pode tornar os vínculos mais intensos e frequentes”, afirma.

Pais devem acompanhar as referências das crianças

Apesar de considerar a admiração uma experiência saudável, Aline alerta que pais e responsáveis devem observar quando esse vínculo passa a interferir na rotina da criança.

Segundo ela, a situação merece atenção quando a admiração se torna excessivamente rígida, dificulta a convivência com opiniões diferentes ou ocupa um espaço desproporcional na vida infantil.

Na avaliação da especialista, o acompanhamento dos adultos se torna ainda mais importante diante da velocidade com que conteúdos e novos ídolos circulam nas plataformas digitais.

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Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

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