A inteligência artificial está tornando tarefas de criação e programação mais simples, mas o avanço das ferramentas também aumenta a importância do conhecimento, do repertório e da autoria humana. O especialista em criatividade e criação de conteúdo Paulo Aguiar participou do Hotmart Fire e conversou com Leo Soltz da 98 News, sobre o uso da tecnologia no mercado profissional.
Para Paulo Aguiar, a inteligência artificial não deve ser vista apenas como uma forma de produzir mais rápido ou reduzir custos. O principal potencial está na possibilidade de profissionais desenvolverem trabalhos que antes não conseguiriam executar.
“É a tecnologia mais importante dos nossos tempos. Não existe precedente no impacto da IA no nosso dia a dia. E, assim como toda tecnologia, tem coisas boas e coisas ruins”, disse.
IA mais acessível
Paulo Aguiar avalia que a evolução das plataformas tende a reduzir a importância do domínio técnico da própria inteligência artificial. Com ferramentas cada vez mais simples, profissionais conseguem, por exemplo, desenvolver programas por meio de comandos em linguagem natural, sem necessariamente dominar programação.
“A IA, de maneira geral, é uma excelente ferramenta para te colocar na média. Você pede um texto de LinkedIn sobre tal assunto, ela vai te entregar um texto médio. Para você fazer mais do que isso, você precisa entregar mais do que isso”, explicou.
Para ele, a qualidade do resultado está diretamente relacionada ao conhecimento e às referências fornecidas pelo próprio profissional.
Conhecimento aliado à IA
Paulo Aguiar considera que uma das principais oportunidades está na combinação entre conhecimento técnico de uma profissão e domínio das possibilidades oferecidas pela inteligência artificial.
Na avaliação dele, médicos, advogados, nutricionistas, dentistas e profissionais de outras áreas podem utilizar a tecnologia de maneiras específicas, justamente porque conhecem problemas e necessidades do próprio setor.
Segundo ele, profissionais que incorporarem a IA às competências que já possuem podem ganhar espaço dentro das próprias áreas de atuação.
“Ele não tem que ser especialista em IA. Ele tem que ser especialista em alguma coisa antes. Mas, se ele traz [a IA], passa a se colocar em um destaque dentro da área dele”, afirmou.
