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78% das empresas já utilizam inteligência artificial: como criar cultura de dados e transformar resultados?

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IA na prática: como transformar dados em resultados reais (foto: pixabay)

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Um levantamento mostra que 78% das empresas já utilizam inteligência artificial (IA) em pelo menos uma área de negócios, com forte presença em setores como varejo, manufatura e governo. Mas como transformar a tecnologia em resultados concretos? Para o CEO da empresa mineira Guidance, Geraldo Francescani, o segredo está em criar uma cultura de dados com foco em resultados, e não apenas em ferramentas.

Em entrevista ao Start 98 News, Francescani explicou que muitas empresas se apaixonam pela tecnologia, mas esquecem do essencial: resolver dores reais do negócio. “Não foque em construir Data Lake ou implementar IA só por implementar. O foco precisa ser no resultado que você quer gerar. O resto vem depois”, afirmou.

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Caso Atlético: previsão de renovação do sócio-torcedor

Um dos exemplos mais emblemáticos citados pelo executivo é o projeto realizado no Clube Atlético Mineiro. O marketing do clube enfrentava uma dificuldade: prever quando os sócios iriam deixar de renovar seus planos.

A Guidance desenvolveu um algoritmo preditivo capaz de identificar, com 90% de assertividade, quais torcedores não renovariam, com até 45 dias de antecedência. A partir desses dados, o clube passou a realizar ações hiperpersonalizadas — como convites exclusivos e descontos estratégicos —, o que resultou em um aumento de 43% nas renovações.

“Às vezes não é preciso usar a IA generativa ou soluções caras. Uma análise estatística básica já pode gerar muito valor, desde que o objetivo esteja claro”, reforçou Francescani.

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IA acessível também para pequenos negócios

Segundo o CEO, empresas de todos os portes podem se beneficiar da tecnologia, desde que três condições sejam atendidas:

  • Disponibilidade de dados (bons dados, não apenas grandes volumes).
  • Foco obsessivo no resultado, evitando a “moda da IA” sem propósito.
  • Pessoas interessadas em fazer o projeto acontecer, destravando burocracias internas.

Ele lembra que projetos devem ter ROI claro: “Não adianta substituir um atendente de R$ 1.000 por uma IA que custa R$ 5.000 se não houver ganho efetivo”.

Novos setores e futuro

A Guidance nasceu em 2018 e já atua em segmentos como energia, aviação, esporte e varejo. Francescani revela que, apesar do mix de projetos, o foco atual da empresa está em indústria e varejo, áreas que concentram grandes oportunidades de aplicação de dados e IA.

“O mais importante é entender que a IA é meio, não fim. Quando o foco está no resultado, qualquer setor pode se transformar com dados e inteligência artificial”, conclui.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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