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Copasa, CPMI do INSS e eleições: confira a entrevista exclusiva com o governador Romeu Zema

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Romeu Zema comentou temas nacionais e estaduais, incluindo a convocação para depor na CPMI do INSS (98 News/Reprodução)

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Em entrevista exclusiva ao jornalista Paulo Leite, da 98 News, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), comentou temas nacionais e estaduais, incluindo a convocação para depor na CPMI do INSS, o cenário político de 2026, a sucessão ao governo mineiro e a privatização da Copasa. Confira, abaixo, ponto a ponto da entrevista!

Convocação para a CPMI do INSS

Zema afirmou que recebeu sem surpresa a decisão de convocá-lo à CPMI do INSS. Segundo ele, a medida teria motivação política.

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“Do PT não se poderia esperar outra coisa. Eles tentam atacar quem trabalha e dá resultado”, disse. O governador afirmou que não há irregularidades envolvendo seu nome e disse estar “com a consciência limpa” para depor.

Ele também rebateu suspeitas relacionadas à Zema Financeira, empresa da qual diz ser acionista minoritário, e destacou que não participa da gestão da empresa há mais de dez anos.

“É como ter mil ações da Petrobras e ser convocado por algo da empresa, mesmo sem gestão alguma”, afirmou. Zema disse que a instituição segue todas as normas do Banco Central e opera com consignado “como qualquer outra”.

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O governador alegou ainda que a CPMI ignora informações oficiais da própria empresa e relacionou a convocação ao processo eleitoral de 2026. “O que o PT mais teme é quem é competente”, declarou.

Tensões políticas e eleições de 2026

Questionado sobre a relação com o Governo Federal e o cenário político, Zema disse que governadores de direita têm atuado de forma conjunta, especialmente no COSUD, bloco que reúne líderes do Sul e Sudeste.

Segundo ele, a união não impede que vários nomes se lancem à Presidência em 2026. “Ter dois, três ou quatro pré-candidatos mostra que temos bons gestores bem avaliados”, afirmou. Ele voltou a dizer que, caso não chegue ao segundo turno, apoiará qualquer candidato que enfrente o PT.

Zema elogiou o governador Tarcísio de Freitas, mas afirmou que sua própria pré-candidatura deve seguir até o fim. Segundo ele, a estratégia também atende ao interesse do Partido Novo, que busca eleger mais deputados.

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Sucessão em Minas e apoio a Matheus Simões

Na política estadual, Zema reafirmou apoio ao vice-governador Mateus Simões (PSD) para disputar o governo em 2026. Ele classificou o aliado como “brilhante” e disse que o trabalho no Estado depende de continuidade. “Muito do que deu certo em Minas passa por ele”, afirmou.

Zema também admitiu que a situação das contas públicas ainda exige cautela. Na entrevista, ele comparou o equilíbrio fiscal a uma família que ganha R$ 5 mil e gasta os mesmos R$ 5 mil, o que a deixa vulnerável a imprevistos. Ele citou que, neste ano, o governo precisou adiar obras de estradas para conseguir pagar o 13º salário dos servidores.

Dívida com a União e privatização da Copasa

O governador comemorou o avanço da privatização da Copasa na Assembleia Legislativa e disse que a medida torna mais viável a adesão de Minas ao programa federal de renegociação de dívidas, o Propag. Segundo ele, o acordo impediria que a parcela da dívida cresça acima da capacidade de pagamento do Estado.

Zema defendeu a privatização como forma de garantir a universalização do abastecimento de água e do tratamento de esgoto. Ele argumentou que Copasa e governo não têm recursos suficientes para os investimentos necessários, estimados entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões.

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“A iniciativa privada terá condições de investir com muito mais agilidade”, afirmou. O governador negou que a medida vá provocar tarifas acima da inflação e disse esperar reajustes menores devido à maior eficiência operacional.

Segurança pública e reunião do COSUD

Zema antecipou que a segurança pública será o principal tema da reunião do COSUD, prevista para este fim de semana no Rio de Janeiro. Ele criticou a política nacional do setor e afirmou que o crime organizado tem crescido em estados governados pelo PT.

O governador disse que Minas Gerais se destaca por não ter áreas dominadas por facções. “Aqui não temos uma rua controlada pelo crime organizado. Isso faz enorme diferença na vida dos mineiros”, afirmou.

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Veja a entrevista na íntegra no canal da 98 News no YouTube:

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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