O setor supermercadista espera crescimento de 6% nas vendas até o fim do ano. A projeção considera o aumento do consumo durante o período de festas e a expectativa de que parte do dinheiro destinado às apostas on-line seja direcionada a outros gastos das famílias. Ao mesmo tempo, a implementação da reforma tributária preocupa empresários do segmento. Os temas foram discutidos nesta terça-feira (27), durante a abertura da Superminas Food Show, em Belo Horizonte.
O presidente da Associação Mineira de Supermercados (AMIS), Alexandre Poni, afirma que o setor espera um impacto positivo no consumo com a redução dos gastos das famílias com as chamadas bets. Segundo ele, a expectativa é de crescimento de 6% nas vendas no fim do ano.
“Principalmente com a saída das bets, a gente acredita muito no aumento de consumo, porque dinheiro agora vai sobrar, né, pra poder consumir, não só em supermercado, mas em consumo em geral. Isso é a grande expectativa. Estamos com a expectativa pro final do ano um crescimento de 6% no total, é a expectativa do setor.”
Poni também aponta incertezas em relação à reforma tributária. De acordo com o presidente da AMIS, a falta de definição sobre as alíquotas e as regras de implementação dificulta o planejamento das empresas. O setor espera que o início da reforma possa ser adiado para que os empresários tenham mais clareza sobre as mudanças.
Os desafios do mercado estão entre os temas da 38ª edição da Superminas Food Show, que reúne cerca de 600 expositores, expectativa de receber 60 mil participantes e movimentar R$ 3,3 bilhões em negócios. A feira aproxima supermercados, indústrias e fornecedores, com oportunidades de negócios e apresentação de produtos, equipamentos e novas tecnologias.
A programação inclui palestras técnicas e discussões sobre inovação, incluindo o uso da inteligência artificial na gestão de estoques, na redução de perdas e na tomada de decisões. Para Alexandre Poni, o evento também fortalece a relação entre compradores e fornecedores e abre espaço para novas parcerias comerciais.
“É uma relação, né? Você tá trazendo o comprador do supermercado junto com o fornecedor. É um encontro, então é oportunidade de achar uma negociação melhor, de ter um relacionamento, de achar uma ação diferente, porque o nosso setor é um setor colaborativo.”
Em Minas Gerais, o setor supermercadista reúne cerca de 47,7 mil lojas e emprega diretamente mais de 509 mil pessoas. Em 2025, os supermercados faturaram R$ 135,2 bilhões, o equivalente a 11,68% do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro.
