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De rei dinamarquês a tecnologia sem fio: a curiosa história do Bluetooth

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Lá em 1997, quando começou-se a pensar em uma solução para a transferência de dados sem fio, Jim Cardach, engenheiro da Intel, sugeriu o nome Bluetooth (Foto: Freepik).

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Bluetooth não é dente azul em inglês? Por que que a gente chama essa tecnologia que tem nos celulares de Bluetooth? Que dente azul é esse? Que que tem a ver? Bom, tem muito a ver. Na verdade, esse dente azul existiu na boca de um rei dinamarquês chamado Harald Gormsson. Você acredita? Pois é, ele tinha exatamente o apelido de Harald dente azul ou Harald Bloton.

Que é, como se diz, dente azul em dinamarquês. Ele devia ter um dente careado na boca ou um dente cujo o canal já tinha dançado e seu sorriso tinha aquela característica ali azulada. Há quem diga que essa coloração vinha do hábito de comer mirtilos. Bom, não se sabe ao certo. O que se sabe é que Harold consolidou o reino da Dinamarca, anexando províncias da Noruega e outros clãs vizinhos. Ele é lembrado e celebrado como um unificador.

Bom, então, lá em 1997, quando começou-se a pensar em uma solução para a transferência de dados sem fio, Jim Cardach, engenheiro da Intel, sugeriu o nome Bluetooth. A tecnologia prometia unificar o protocolo de comunicação entre aparelhos diferentes. Nada mais justo que dar a ela o apelido usado por Harold. O unificador cuja história ele tinha ouvido de um colega sueco e tinha ficado muito impressionado.

Bom, antes disso, vários outros nomes tinham sido sugeridos, como, por exemplo, PAN, de personal area network. Mas nenhuma dessas designações admitia registro. Várias outras tecnologias já usavam a mesma sigla. E então depois de muito quebrar a cabeça, resolveram deixar Bluetooth mesmo e o nome pegou.

Agora, o mais curioso é que se você reparar no símbolo da tecnologia Bluetooth, verá que ele é a combinação de duas letras do alfabeto rúnico das runas lá do tempo do Harold, o H de Harold e o B de Bluetooth. Curtiu a história? Então liga o Bluetooth.

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Ewandro Magalhães

É contador de histórias e especialista em comunicação internacional. Foi chefe-intérprete de uma agência da ONU em Genebra e já emprestou sua voz a líderes como Obama, Lula e Dalai Lama em reuniões de cúpula mundo afora. É autor de três livros, palestrante internacional TEDx e cofundador de uma startup de tecnologia com sede em Nova York. Mineiro de Belo Horizonte, é criador de conteúdo sobre linguagem e curiosidades. Domina seis idiomas e vive atualmente nos Estados Unidos.

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