O temporal que atingiu Ubá, na Zona da Mata mineira, levou a prefeitura a decretar estado de calamidade pública.
Além dos danos estruturais, a área da saúde foi duramente afetada, com a destruição da policlínica municipal e a perda total de medicamentos e vacinas.
O abastecimento de água também foi comprometido.
Em entrevista à 98 News, o prefeito da cidade, Professor José Damato (PSD), disse que o estoque de medicamentos da farmácia de Minas e da Central de Vacinas foi todo perdido.
“Os hospitais e as unidades de saúde seguem em pleno funcionamento, apesar da grande demanda. O principal impacto foi na policlínica municipal, que foi completamente destruída, assim como a Farmácia de Minas, onde perdemos todo o estoque de medicamentos. Também perdemos a sala de vacinas e precisamos restabelecer o serviço o mais rápido possível para proteger a população e evitar problemas maiores na área da saúde”, destaca.
Segundo o prefeito, a administração já busca apoio do governo estadual para repor os insumos e restabelecer os serviços. Em nota, o Governo de Minas informa que o primeiro passo é concluir o levantamento detalhado dos danos provocados pelas chuvas para direcionar os reforços e a assistência humanitária necessária, garantindo que a população não ficará desamparada.
Outro ponto crítico é o atendimento aos centenas de desabrigados e desalojados. O prefeito conta que até mesmo as escolas da cidade podem ser usadas como abrigo.
“O município já mobilizou a equipe da Secretaria de Desenvolvimento Social, que está nas ruas realizando o acolhimento das famílias atingidas e encaminhando essas pessoas para pontos de apoio e abrigos disponíveis. Estamos de prontidão para atender todas as demandas. Diante da gravidade da situação, suspendemos as aulas para garantir a disponibilidade das escolas como possíveis abrigos. Inicialmente, estamos utilizando outros espaços, mas, dependendo do número de desabrigados, as escolas também poderão ser usadas”, afirmou o prefeito de Ubá, Professor José Damato.
Além da saúde, o abastecimento de água foi severamente comprometido. O vice-prefeito de Ubá, Cabo Rominho, classificou a situação da infraestrutura como caótica e pediu colaboração dos moradores.
“Pedimos que a população continue colaborando: evite sair de casa sem necessidade, não utilize veículos nas vias intransitáveis e economize água. O abastecimento foi severamente afetado pela enchente e a ajuda de todos é essencial até a normalização do serviço”, afirmou o vice-prefeito de Ubá, Cabo Rominho.
Integrantes do Governo Federal e do governo de Minas Gerais entraram em contato com a prefeitura para prestar solidariedade e oferecer apoio emergencial.
A Defesa Civil atua nas ações de resposta e avaliação dos danos, e equipes do Exército Brasileiro devem auxiliar nos trabalhos de limpeza, desobstrução e apoio logístico.