As negociações para encerrar o conflito entre Irã e Estados Unidos voltaram a se intensificar nesta segunda-feira (11/5), após o governo iraniano afirmar que apresentou uma proposta considerada “legítima e generosa” para interromper a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio mundial de petróleo.
As declarações foram feitas pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, em meio ao aumento da tensão no Oriente Médio. Segundo a agência Reuters, Baghaei acusou os Estados Unidos de manterem exigências “irracionais e unilaterais” durante as negociações.
“Nosso pedido é legítimo: exigir o fim da guerra, o levantamento do bloqueio e da pirataria (dos EUA no canal) e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão americana”, afirmou o porta-voz iraniano.
O representante também declarou que Teerã defende a retomada da circulação segura pelo Estreito de Ormuz e medidas para ampliar a estabilidade regional. “Passagem segura pelo Estreito de Hormuz e o estabelecimento da segurança na região e no Líbano foram outras demandas do Irã, que são consideradas uma oferta generosa e responsável para a segurança regional”, disse Baghaei.
Apesar da sinalização iraniana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu de forma negativa às condições apresentadas por Teerã. No domingo (10/5), o republicano afirmou que as exigências do país eram “totalmente inaceitáveis”.
“Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu Trump na rede Truth Social.
Segundo veículos da imprensa internacional, o Irã também incluiu novas condições relacionadas ao programa nuclear iraniano durante as tratativas diplomáticas. De acordo com autoridades ouvidas pelo jornal The Wall Street Journal, Teerã busca impor garantias próprias sobre o tema para avançar em um possível acordo de paz.
O impasse entre os dois países aumenta a incerteza sobre um cessar-fogo definitivo no Oriente Médio, após semanas de negociações sem consenso entre as partes.
