França e Espanha iniciaram neste domingo (10) a operação de repatriação dos passageiros do cruzeiro MV Hondius, embarcação ligada ao surto de hantavírus que mobiliza autoridades sanitárias internacionais nas últimas semanas.
A operação começou em Tenerife, nas Ilhas Canárias, após o desembarque dos ocupantes do navio. Os passageiros estão sendo transferidos para seus países de origem sob protocolos rígidos de monitoramento, quarentena e acompanhamento médico coordenados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os primeiros a deixarem a ilha foram cinco passageiros franceses, transportados em um voo médico especial organizado pelo governo da França. A aeronave, equipada com equipe médica, partiu de Tenerife rumo à região de Paris por volta do meio-dia, no horário local.
Segundo autoridades francesas, os passageiros serão hospitalizados por 72 horas para realização de exames e observação clínica. Após esse período, ainda precisarão cumprir 45 dias de isolamento com acompanhamento das autoridades sanitárias do país.
A situação elevou o nível de alerta na França. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu convocou uma reunião extraordinária com ministros e representantes da saúde pública para discutir a resposta ao caso.
Espanhóis evacuados chegam a Madri
Também neste domingo, o primeiro avião com passageiros espanhóis evacuados do MV Hondius pousou na base militar de Torrejón de Ardoz, nos arredores de Madri.
Segundo a agência AFP, 14 espanhóis estavam a bordo da aeronave. Após o desembarque, eles foram encaminhados para unidades hospitalares, onde iniciarão o período de quarentena e monitoramento médico.
O cruzeiro chegou durante a madrugada ao porto de Tenerife, onde começou a operação internacional de retirada dos passageiros.
Surto mobiliza autoridades internacionais
O MV Hondius ficou no centro da atenção internacional após a confirmação de casos de hantavírus entre passageiros e tripulantes da embarcação.
Segundo os últimos boletins da OMS, o surto já deixou mortos e pacientes hospitalizados em diferentes países. Autoridades sanitárias seguem monitorando pessoas que tiveram contato com os infectados e rastreando possíveis novos casos.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com secreções e fezes de roedores contaminados e pode provocar quadros respiratórios graves. A doença tem alta taxa de mortalidade em casos mais severos.
A OMS acompanha diretamente a situação e coordena protocolos junto aos governos envolvidos na operação de evacuação e repatriação dos passageiros do navio.