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O que é o hantavírus? Entenda doença que provocou alerta internacional em cruzeiro

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Igor Teixeira

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(Reprodução/X)

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O hantavírus voltou a chamar atenção internacional após um surto registrado no cruzeiro MV Hondius, que deixou mortos e mobilizou a Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença, considerada rara, é transmitida principalmente por roedores infectados e pode provocar quadros graves respiratórios e renais em humanos.

Segundo a OMS, os hantavírus pertencem a uma família de vírus carregados naturalmente por ratos e outros roedores. A transmissão para humanos ocorre, na maior parte das vezes, pelo contato com urina, saliva ou fezes contaminadas desses animais.

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Como ocorre a transmissão?

A infecção costuma acontecer quando a pessoa inala partículas contaminadas em ambientes fechados ou mal ventilados, especialmente durante limpezas de locais com presença de roedores.

Atividades rurais, trabalhos florestais, armazenamento inadequado de alimentos e permanência em locais infestados aumentam o risco de contaminação.

Em casos mais raros, a transmissão também pode ocorrer por mordidas de roedores.

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A OMS destaca ainda que apenas um tipo específico do vírus, o chamado vírus Andes, encontrado na América do Sul, já apresentou registros limitados de transmissão entre pessoas. Mesmo assim, os casos são considerados incomuns e geralmente envolvem contatos muito próximos e prolongados.

Quais são os sintomas do hantavírus?

Os sintomas podem surgir entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus.

Os primeiros sinais geralmente incluem:

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Dor abdominal.

Nos casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para falta de ar, acúmulo de líquido nos pulmões e choque cardiovascular.

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Na Europa e na Ásia, algumas variantes do vírus também podem causar febre hemorrágica com comprometimento renal.

Hantavírus pode matar?

Segundo a OMS, a taxa de mortalidade varia conforme a região e o tipo do vírus.

Na Europa e na Ásia, a letalidade costuma ficar abaixo de 15%. Já nas Américas, especialmente nos casos da síndrome cardiopulmonar causada pelo hantavírus, a taxa pode chegar a 50%.

Apesar disso, a doença é considerada relativamente rara.

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A OMS estima que ocorram entre 10 mil e 100 mil infecções por ano no mundo, com maior concentração de casos na Ásia e Europa. Nas Américas, o número é menor, mas os casos costumam ser mais graves.

Existe tratamento ou vacina?

Atualmente, não existe vacina nem antiviral específico aprovado para tratar a doença.

O tratamento é feito com suporte médico intensivo, principalmente para controle de complicações respiratórias, cardíacas e renais.

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Segundo a OMS, o diagnóstico precoce e o acesso rápido a unidades de terapia intensiva aumentam significativamente as chances de sobrevivência.

Como prevenir a doença?

As principais medidas de prevenção envolvem evitar contato com roedores e ambientes contaminados.

A OMS recomenda:

  • Manter casas e locais de trabalho limpos;
  • Vedar entradas de ratos em imóveis;
  • Armazenar alimentos corretamente;
  • Evitar varrer fezes secas de roedores;
  • Umedecer áreas contaminadas antes da limpeza;
  • Reforçar a higiene das mãos.

Em situações de surto, autoridades sanitárias também recomendam monitoramento de contatos próximos e isolamento de casos suspeitos.

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Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

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