Moradores de Minas Gerais podem ter mais um ano com ondas de calor acima da média. Tudo isso depende da chegada do El Niño, o que está previsto para acontecer entre junho e julho. O fenômeno vai mudar as condições meteorológicas no estado. A primavera deve ser com dias mais quentes, e aumentam as possibilidades de temporais, principalmente nos fins de tarde e de noite.
A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Anete Fernandes, explica que a probabilidade da configuração do fenômeno é grande. “A tendência é de um aquecimento anômalo das águas superficiais na faixa equatorial do Oceano Pacífico. Esse aquecimento começa na costa oeste da América do Sul”, comentou.
Os impactos do El Niño não são sentidos imediatamente. Os efeitos acontecem de dois a três meses depois. Em Minas, o calor será predominante. “Se o fenômeno se configurar, teremos um calor acima da média na primavera. Teremos condições maiores e mais frequentes de ondas de calor. E isso também pode representar um atraso no início da estação chuvosa. No período chuvoso, caso o fenômeno se configure e persista, ele tende a ter condições favoráveis, para pancadas de chuva”, explicou Anete Fernandes.
Na última vez que Minas Gerais passou por ondas de calor, a população sentiu na pele os efeitos. Cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, por exemplo, tiveram intermitência no abastecimento de água. A Copasa informou que a situação foi causada pelo alto consumo do recurso. A Companhia também realizou investimentos milionários em obras para sanar o problema.
Super El Niño
Institutos de meteorologia emitiram um alerta, nos últimos dias, para a possibilidade da formação de um Super El Niño. Mas, quais são as características deste fenômeno? Segundo Anete Fernandes, seria um aquecimento ainda maior.
“São os graus acima da média que o fenômeno vai atingir. A partir de meio grau acima da média, a gente considera fraco. Entre meio e um grau e meio, é considerado El Niño moderado. Já se for acima de dois graus acima da média, já é considerado um El Niño forte”, disse a especialista.
