A tradicional fabricante de brinquedos Estrela entrou com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (20/5), em meio a dificuldades financeiras atribuídas ao cenário econômico e às transformações no mercado de entretenimento. O processo foi protocolado na Comarca de Três Pontas, no Sul de Minas Gerais, e envolve oito empresas ligadas ao grupo.
Segundo comunicado divulgado pela companhia, a medida busca reorganizar as dívidas e garantir a continuidade das operações. Entre as empresas incluídas no pedido estão a Manufatura de Brinquedos Estrela S.A., a Editora Estrela Cultural e a Estrela Distribuidora de Brinquedos.
A recuperação judicial é um instrumento previsto na legislação brasileira para empresas que enfrentam crise financeira. Durante o processo, a companhia continua funcionando enquanto negocia um plano de pagamento com credores, na tentativa de evitar a falência e preservar empregos.
A empresa afirmou que os últimos anos foram marcados por um cenário desafiador, com juros elevados, maior dificuldade de acesso a crédito e mudanças no comportamento dos consumidores. De acordo com a Estrela, o avanço do entretenimento digital, como jogos eletrônicos e plataformas online, também impactou o setor de brinquedos tradicionais.
Mesmo com o pedido de recuperação judicial, a companhia informou que seguirá operando normalmente. A próxima etapa será a apresentação de um plano de reestruturação financeira, que ainda precisará ser analisado e aprovado pelos credores.
Fundada em 1937, a Estrela se tornou uma das marcas mais conhecidas do mercado brasileiro de brinquedos, responsável por produtos que marcaram gerações, como Banco Imobiliário, Autorama e Genius.
