Pessoas LGBTI+ enfrentam uma taxa de desemprego quase duas vezes maior que a média nacional no Brasil. É o que mostra um estudo do Banco Mundial baseado em mais de 11 mil entrevistas realizadas em todo o país.
Segundo a pesquisa, a taxa de desemprego entre pessoas LGBTI+ chega a 15,2%. No mesmo período analisado, a média nacional foi de 7,7%.
O levantamento também revela que 70% dos trabalhadores pertencentes ao grupo já sofreram algum tipo de discriminação no ambiente profissional.
Exclusão afeta contratação e crescimento profissional
O estudo aponta que a exclusão acontece em diferentes etapas da vida profissional. Entre os principais impactos estão as dificuldades de contratação, permanência no emprego e crescimento na carreira.
A pesquisa mostra ainda que muitas pessoas deixam de participar de processos seletivos ou escondem a própria identidade por medo de discriminação no ambiente corporativo.
Os casos mais graves de exclusão foram relatados principalmente por pessoas trans, não binárias e intersexo.
Impacto bilionário na economia
De acordo com o Banco Mundial, a exclusão da população LGBTI+ do mercado de trabalho gera perdas econômicas anuais de R$ 94,4 bilhões no Brasil. O valor representa cerca de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
O levantamento também estima impactos fiscais de R$ 14,6 bilhões por ano, relacionados à redução da produtividade e da arrecadação tributária.
