O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (27/05) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá procurar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir a tramitação da PEC do fim da escala 6×1 na Casa Alta.
A expectativa do governo é de que a conversa ocorra após a conclusão da votação da proposta na Câmara dos Deputados, quando o texto será oficialmente encaminhado ao Senado Federal.
Segundo Marinho, o governo espera que Alcolumbre tenha “sensibilidade” para acelerar a análise da proposta.
“O Senado também terá a sabedoria de ouvir o grito da sociedade brasileira. Vamos conversar com o Davi e tenho certeza que a sensibilidade vai convencer o senador”, afirmou o ministro.
Governo quer votação ainda no primeiro semestre
Durante entrevista, Luiz Marinho fez um apelo para que a PEC seja votada ainda no primeiro semestre deste ano e defendeu que o Senado mantenha o texto aprovado pela Câmara para evitar que a proposta precise retornar aos deputados.
“O Senado tem o tempo dele. Mas a gente pede que eles façam o mais rápido possível. Espero que o Senado tenha sabedoria de manter o relatório para não ter que voltar para cá para depois voltar pro Senado”, declarou.
A proposta aprovada pela Câmara prevê o fim da escala 6×1, redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial e garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.
Marinho minimiza tensão entre Executivo e Senado
O ministro também afirmou que a relação entre o governo federal e o Senado está distensionada, mesmo após o desgaste provocado pela rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal) em março.
Segundo Marinho, Lula e Alcolumbre mantêm uma relação política próxima.
“São como amigos que ficam meses sem se falar, mas retomam o contato caloroso”, afirmou.
A rejeição de Jorge Messias foi a primeira negativa do Senado a uma indicação ao STF em mais de 130 anos.