Com a Copa do Mundo a todo vapor, o Departamento de Matemática da UFMG atualizou as probabilidades de título do torneio. Para a apreensão da torcida, a Seleção Brasileira figura apenas na nona colocação entre as principais favoritas, com a modesta chance de 3,4% de chances de erguer a taça.
O topo do ranking apresenta um triplo empate técnico: Espanha, Argentina e França lideram a corrida, cada uma com 4,5% de probabilidade de conquista. A lista das seleções à frente do Brasil segue com Inglaterra e Alemanha (3,8%), México e Portugal (3,7%) e Bélgica (3,5%).
Apesar de a probabilidade de título não ser alta, os números mostram que o Brasil tem cerca de 6% de chance de chegar à grande decisão. Caso a equipe consiga avançar até a final, os adversários mais prováveis na disputa pelo troféu são a Argentina ou a Espanha, ambas com probabilidade próxima de 8% de cruzar o caminho brasileiro no jogo decisivo. No cenário geral do torneio, contudo, a final estatisticamente mais propensa a acontecer é um duelo entre França e Argentina.
Como funcionam os cálculos?
O método estatístico responsável por esses percentuais integra o projeto “Probabilidades no Futebol”, cujo modelo matemático se baseia na análise de dados históricos recentes e em complexas simulações computacionais.
Inicialmente, a equipe coleta os resultados de todos os jogos disputados por cada seleção nos últimos dois anos. O cruzamento desses dados permite estabelecer um perfil de desempenho por equipe, o que determina com precisão as suas probabilidades-base de vitória, empate e derrota em uma partida.
Com esses perfis definidos, a iniciativa projeta os cenários do torneio por meio da execução de milhões de simulações da Copa do Mundo. Eduardo, aluno de matemática e voluntário, explica a complexidade dessa modelagem diante do atual formato da competição. “O projeto foi desafiador porque existem 495 possibilidades de confronto apenas para a fase de 16 avos de final, que é uma etapa nova. Para a final, há 1.128 possibilidades diferentes”, detalha.
Ao simular a competição repetidas vezes, o sistema testa todas as combinações possíveis do chaveamento. É a consolidação desse imenso volume de testes que gera as porcentagens finais. Esses números são os responsáveis por apontar a chance de cada seleção avançar de fase, cruzar com determinados adversários e, por fim, conquistar o título.
Confira o vídeo do projeto sobre o tema:
*Estagiário sob supervisão do coordenador Roberth Costa
