O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou nesta terça-feira (16/6) que a privatização da Cemig não está em discussão no governo estadual. A declaração foi dada durante evento na B3, em São Paulo, que marcou a conclusão da privatização da Copasa.
Questionado sobre a possibilidade de o Estado avançar com a venda da companhia de energia, Simões descartou qualquer movimentação neste momento e citou tanto o calendário eleitoral quanto os obstáculos legais para uma eventual desestatização.
“Esse ano é ano eleitoral. Não é nem possível discutir qualquer tipo de movimento de qualquer empresa. Nós temos hoje uma vedação constitucional à venda da Cemig sem consulta à população. Não é um assunto que está em pauta no governo hoje”, afirmou.
A fala ocorre após o ex-governador Romeu Zema voltar a defender a privatização da estatal.
Em entrevista após a conclusão da operação da Copasa, Zema afirmou que a venda da Cemig continua sendo um objetivo e chegou a declarar que espera que seu sucessor mantenha a proposta caso seja reeleito.
Apesar de esfriar o debate sobre uma eventual privatização, Mateus Simões não descartou mudanças futuras na estrutura da companhia.
Segundo ele, uma alternativa possível seria a transformação da empresa em uma corporation, modelo em que não há um acionista controlador definido.
“Acho que nós temos o desafio de melhorar a qualidade da matriz de fornecimento de energia em Minas Gerais. Se isso vai passar, ao longo do tempo, por uma transformação da Cemig em uma corporation, é um caminho possível. Mas não é uma discussão política nem corporativa para este ano”, disse.
Ao encerrar a resposta, o governador reforçou que o tema não faz parte das prioridades do Executivo mineiro neste momento.
“Essa pauta nem existe em Minas Gerais neste momento”, concluiu.
A Cemig é uma das principais estatais mineiras e qualquer proposta de privatização depende atualmente de consulta popular, além de ampla articulação política e aprovação na Assembleia Legislativa de Minas.