O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a Polícia Federal deflagrar uma nova fase da Operação Compliance Zero, que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado.
Nas redes sociais, Zema associou as investigações ao governo federal e afirmou que o petista escolhido por Lula para liderar sua base no Congresso está sendo investigado em um dos maiores escândalos financeiros do país.
“Vamos lembrar o seguinte: o líder do governo é aquele senhor que o próprio Lula escolheu para falar dele no Congresso. É a voz do presidente dentro do Senado. É por essa pessoa que o Lula se sente representado? Um indivíduo que está sendo investigado por corrupção no maior escândalo financeiro da história recente do Brasil?”, declarou.
O político mineiro também fez referência à trajetória de Wagner na política baiana.
“Sempre disse que na Bahia do PT foi onde tudo começou. Dia após dia a verdade fica ainda mais clara”, escreveu.
PF aponta Wagner como beneficiário de vantagens econômicas
A operação desta quinta-feira (18/6) é um desdobramento das investigações sobre o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, Jaques Wagner aparece como o “beneficiário central” de vantagens econômicas que teriam sido pagas por integrantes ligados ao banco.
Os investigadores apuram suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência envolvendo agentes públicos e pessoas ligadas ao grupo empresarial. A defesa do senador ainda não havia se manifestado sobre as acusações até a publicação desta reportagem.