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Eduardo Bolsonaro pede que Trump retome sanções contra Moraes um dia após condenação no STF

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Em gravação nas redes sociais, o ex-parlamentar se disse "orgulhoso" de sua atuação em Washington e cobrou o uso da Lei Magnitsky. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Um dia após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que volte a impor sanções contra o ministro Alexandre de Moraes.

Em vídeo publicado em inglês nas redes sociais, Eduardo afirmou estar “orgulhoso” da atuação que vem desempenhando nos Estados Unidos e fez um apelo direto ao presidente americano.

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“Presidente Trump, por favor, retome a Lei Magnitsky. Esses caras são violadores de direitos humanos”, declarou.

A manifestação ocorreu após a Primeira Turma do STF condenar o ex-parlamentar a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além de multa. A Corte também determinou a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e a inelegibilidade por oito anos após o cumprimento da pena.

Eduardo diz que condenação é perseguição política

No vídeo, Eduardo afirmou que a condenação seria uma retaliação pela atuação junto a autoridades americanas e negou que as sanções impostas pelos Estados Unidos contra Moraes representem um ataque ao Brasil.

“Não, isso não é um ataque contra o Brasil. Isso é um presidente da democracia número um do mundo dizendo que esse ministro é o mesmo que baniu o X no Brasil, bloqueou as contas da Starlink e estava emitindo mandados de prisão contra cidadãos americanos”, afirmou.

O ex-deputado também alegou que não reconhece a condenação e disse que acompanha o andamento do processo por meio da imprensa e das redes sociais.

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“Estou sendo condenado pelo que fiz aqui nos Estados Unidos. Peguei mais de quatro anos de prisão. Tudo o que sei vem da imprensa e das redes sociais”, declarou.

Moraes apontou tentativa de interferência na Justiça

Ao votar pela condenação, o relator Alexandre de Moraes entendeu que Eduardo Bolsonaro atuou para constranger ministros do Supremo e interferir no andamento dos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Segundo Moraes, as articulações realizadas pelo ex-deputado junto a autoridades americanas extrapolaram os limites da atuação política e tiveram como objetivo pressionar integrantes do Judiciário brasileiro.

O ministro também rejeitou os argumentos de parcialidade apresentados pela defesa e afirmou que a vítima do crime de coação no curso do processo é a própria administração da Justiça.

Ex-deputado cita Flávio Bolsonaro e fala em indulto

Durante a gravação, Eduardo Bolsonaro também afirmou que pretende manter sua atuação política nos Estados Unidos e associou o julgamento ao cenário eleitoral brasileiro.

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“Estou muito orgulhoso, porque se eles estão me condenando, é porque ainda estou fazendo um ótimo trabalho. E eu nunca vou parar”, disse.

Na sequência, o ex-parlamentar afirmou acreditar na eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência da República em 2026.

“Flávio poderá me perdoar pelos crimes que eu não cometi. E até mesmo ao meu pai, que foi condenado a 27 anos de prisão por uma falsa tentativa de golpe de Estado”, declarou.

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Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

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