Durante a inauguração das estações Nova Suíça e Amazonas, da Linha 2 do Metrô de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (3/7), o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), afirmou que o reajuste da tarifa do metrô não está ligado ao início da operação do novo trecho. Segundo ele, o aumento ocorre em função da revisão anual dos custos operacionais do sistema.
“Não tem relação entre a data do aumento da tarifa e o início da operação da Linha 2. É só porque a data de revisão da tarifa é o meio do ano. É só uma coincidência”, afirmou.
O governador explicou que o reajuste acompanha a inflação e o aumento dos custos de operação. Segundo Simões, o Estado também subsidia o funcionamento do metrô.
“Infelizmente isso é o custo de vida. O custo operacional continua subindo no Brasil. O governo coloca R$ 40 milhões por ano para manter essas linhas funcionando. Então não é falta de colocar dinheiro. O governo estadual subsidia a operação do metrô em R$ 40 milhões por ano”, disse.
Ele ainda reforçou que a inauguração das novas estações não motivou o aumento da passagem. “Não vai acontecer de inaugurar e ter aumento de tarifa. A conta não é assim, ela tem a ver com a evolução da inflação.”
Expansão do metrô
Além da entrega das duas primeiras estações da Linha 2, Mateus Simões comentou os estudos para novas expansões da malha metroviária. Segundo ele, o Governo de Minas mantém as tratativas para viabilizar as futuras linhas 3 e 4, ao mesmo tempo em que aguarda uma decisão da Justiça sobre o projeto do Rodoanel.
“Nós não paramos as providências. Estamos seguindo com as duas frentes ao mesmo tempo. Recebemos nesta última semana representantes do BID, que vieram fazer os estudos de viabilidade econômica das linhas 3 e 4 do metrô”, afirmou.
De acordo com o governador, os estudos contemplam as futuras ligações entre Contagem e Betim e o trecho entre a Savassi e a Praça da Estação.
Simões afirmou que a prioridade continua sendo a construção do Rodoanel com recursos do acordo de reparação pelo rompimento da barragem de Brumadinho. No entanto, caso o projeto não avance judicialmente, o governo pretende buscar a destinação desses recursos para o metrô.
“O uso do dinheiro é prioritário para o Rodoanel porque foi o projeto escolhido lá atrás. Mas já há um consenso de que esse dinheiro não pode ficar mais tempo parado. Se a Justiça Federal não for capaz de julgar o processo nas próximas semanas, ou se a decisão não for favorável à construção do Rodoanel, nós vamos trabalhar para transferir o recurso para o metrô.”
Segundo o governador, se isso não for possível, o Estado buscará outras fontes de financiamento para a expansão do sistema metroviário.
“Se isso não acontecer, nós vamos continuar trabalhando para conseguir os recursos do metrô com outras fontes. O que a gente não pode é deixar R$ 5 bilhões do povo de Minas Gerais parados por conta de uma disputa judicial.”
Durante a cerimônia, Simões também destacou que a entrada em operação da Linha 2 deve reduzir o tempo de deslocamento dos passageiros e contribuir para melhorar o trânsito na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As estações Nova Suíça e Amazonas começaram a funcionar nesta sexta-feira em regime de operação assistida, com previsão de operação plena em novembro.e ano.