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Operação investiga golpe de investimentos que movimentou R$ 15 milhões em BH e Contagem

Por

Larissa Reis

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A ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e Contagem, na Região Metropolitana (MPMG/Divulgação)

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, nesta quarta-feira (5/8), a Operação Máscara Oculta, que apura um esquema de fraude envolvendo falsos investimentos, estelionato digital, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e Contagem, na Região Metropolitana.

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais para atrair vítimas interessadas em aplicações financeiras. Após o primeiro contato, as pessoas eram inseridas em grupos de mensagens e convencidas a fazer depósitos em empresas que se apresentavam como gestoras do mercado financeiro, mas que, segundo o MPMG, funcionavam como fachada.

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As empresas investigadas eram abertas, geralmente, em nome de terceiros usados como titulares formais e tinham curto período de funcionamento. Para dar aparência de credibilidade ao esquema, integrantes do grupo utilizavam identidades falsas e imagens de supostos investidores de sucesso para incentivar novos aportes.

Após receberem os valores, os investigados realizavam transferências entre contas e encerravam as atividades das empresas. Quando as vítimas tentavam retirar o dinheiro aplicado, descobriam que haviam sido enganadas. Em seguida, os suspeitos criavam novos perfis e novas empresas para reiniciar as fraudes.

Segundo o Ministério Público, o número de vítimas ainda não foi identificado e os valores totais movimentados continuam em apuração. Até o momento, as empresas já identificadas teriam movimentado mais de R$ 15 milhões. Uma delas funcionou por cerca de dois meses e recebeu mais de R$ 5 milhões em depósitos.

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A operação foi realizada pela Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC) Regional de Varginha, com apoio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ambos de Varginha.

A ação contou com a participação de dois promotores de Justiça, um delegado de Polícia e 26 policiais militares. O MPMG informou que detalhes da investigação foram apresentados durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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