A Copasa se manifestou sobre as críticas recebidas nas últimas semanas devido a vazamentos de água em diferentes regiões de Belo Horizonte e em cidades da região metropolitana. A Companhia ressaltou que a topografia das cidades e a dimensão da rede são desafios. Disse, ainda, que a queda na temperatura pode agilizar o processo de vazamento. Além disso, afirmou que não há um aumento no número de casos em comparação com anos anteriores.
O posicionamento foi divulgado após uma série de vazamentos deixar moradores da capital mineira e cidades vizinhas sem o abastecimento de água. A situação mais crítica aconteceu em bairros da Região Oeste e do Barreiro, onde alguns moradores alegam a suspensão do serviço por mais de uma semana. O Ministério Público de Minas Gerais apura a situação.
Por meio de nota, a Copasa explicou que a rede na Grande BH tem aproximadamente 20 milhões de metros com trechos que superam 60 anos de uso. Também comentou que as cidades possuem uma topografia extremamente acidentada, registrando variações expressivas de até 400 metros de desnível entre os pontos mais altos e mais baixos do sistema de abastecimento. Condição que exige bombeamento constante para o topo e rigoroso controle de pressão para evitar sobrecarga nas áreas baixas.
Comentou, ainda, que a queda nas temperaturas e o frio aceleram o processo de retração térmica dos materiais das tubulações, tornando-as mais rígidas e suscetíveis a trincas.
Por fim, afirmou que mantém a força de trabalho 24 horas por dia para solucionar os problemas com os vazamentos. Além disso, comentou que foram investidos cerca de R$ 350 milhões entre 2022 e 2026 em obras de infraestrutura. Em todo o Estado, foram R$ 1,5 bilhão investidos no primeiro semestre de 2026, segundo a Companhia.
